quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Há momentos que ...

... verdadeiramente fazem-me sorrir...

- Uma boa massagem, num bom SPA;
- Um banho de imersão quente e demorado;
- Uma cama acabada de fazer com lençóis brancos e passados a ferro;
- Deitar-me e sentir o aconchego das almofadas e dos lençóis;
- Adormecer no escuro e acordar por mim, sem despertador.

Há mais, mas para já ficam estes...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Simplesmente o amor...

O amor é um sentimento nobre, mas estranho.
Um sentimento forte, duro...
É um sentimento impalpável, mas sentido...
Um sentimento quente, frio...
Aparentemente invisível, mas que se revela.
Um sentimento...
Todos o procuram, desconhecendo se será bom o encontrar.
Há quem diga que sim...
Há quem diga que não...
As opiniões divergem porque a vivência desse sentimento também diverge...
Há quem o viva algumas horas...
Alguns anos...
Toda a vida...
Há quem o procure e deseje, ardentemente, o viver.
Há quem o procure e deseje, ardentemente, nunca o ter vivido.
Mas, todos o querem sentir e podem crer que há quem diga que vale a pena...

(...)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Momentos em espaços públicos...

Estava tudo combinado: saída marcada para as 14h00 e o destino era a visita a uma exposição, no Museu de Arte Primitiva Moderna , em Guimarães. O percurso fez-se pela estrada nacional o que obrigou a uma paragem aqui e ali, sobretudo, por causa dos semáforos; a estrada nacional que liga Vila Nova de Famalicão e Guimarães está repleta de «rodinhas verdes e vermelhas»...
Chegámos a Guimarães e o parque foi a única opção para estacionar; os lugares ou estavam todos ocupados ou então pertenciam a magistrados... sim, os magistrados tinham um vasto número de lugares reservados para eles... como se costuma dizer «quem quer bom que o arranje».
Passo a passo chegámos ao Museu... bem... nem queríamos acreditar que estava fechado. Um cidadão, aqueles que estão sempre em todo o lado a apreciar o ambiente e sabem de tudo ou de nada... lá disse «ele deve estar aqui no café..., pois... o melhor é perguntarem ali no Turismo». Lá fomos. Parece que morreu uma pessoa chegada ao funcionário e ele foi para casa. Fomos ao Gabinete da Cultura da Câmara de Guimarães... mais uma vez a desculpa da morte «sabe como é são coisas que acontecem... não havia quem substituísse o funcionário, fecharam o Museu...». Ainda tentei dizer ao funcionário, com cara, no mínimo de aborrecido pela insistência, se não havia ninguém para abrir o Museu, justificando que tínhamos vindo de «longe» e de propósito... «não há, têm de voltar outro dia». Reparei que o funcionário começava a ficar com o rosto vermelho, mas segui em frente e lá o questionei sobre o encerramento do Museu ao Sábado e Domingo, todo o dia, «é... não há pessoal...». Ainda insisto e, delicadamente, sugiro que coloquem pessoal que está no fundo de desemprego ... «pois... exponha o assunto à Câmara». A conversa ficou por ali .... não vá o funcionário chamar a segurança para me colocar na rua e eu acabava por envergonhar quem simpaticamente me convidou, por isso, resolvo sair... O funcionário até pode não ter culpa, mas numa coisa teve: em não transparecer vontade para resolver, vontade de gostar de resolver...
E anda uma pessoa a querer ser culta num país que... palavras para quê...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Frases que ensinam...

«... frequentemente não conseguimos dizer o que queremos, mas isso, em vez de devolver-nos ao silêncio, deveria fortalecer-nos na luta pela expressão. Não temos de calar pelo facto de ainda não pensarmos com a clareza suficiente; esforçando-nos por falar, talvez cheguemos a pensar com clareza. As coisas esclarecem-se falando; é falando que a gente se entende e é falando que qualquer relação pessoal começa Quando com a fala se intercalam os silêncios, talvez estejamos, no máximo, a chegar às portas do amor; o amor arranca as palavras e transforma-as em canção. Raramente a palavra é o suporte da razão, mas o que é certo é que o silêncio oculta sempre confusão.».
Ignacio Sotelo, in Deus e fé – Razões do Crente e do Não Crente, pp. 86-87

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Foi só pedalar e voltar a pedalar

Colocadas as malas, juntamente com as bicicletas, na mala do carro estava dado o mote para um fim-de-semana dedicado à pedalada. A saída deu-se ao fim do dia de sexta-feira e o destino foi Mira. Já instalados (éramos quatro) nas respectivas habitações, seguiu-se uma visita à «feira» gastronómica a decorrer na praia de Mira com a intenção de jantar. Mas, o aglomerado de pessoas era tal que acabámos sentados à mesa de uma pizzaria.

No Sábado, cada um montou na sua bicicleta e pedalámos em direcção às ciclovias de Mira. Estas estão bem assinaladas e cruzam-se, o que torna mais fáceis os percursos. A Rota da Grandaresa foi a primeira ciclovia que fizemos. Entre uma paisagem calma e serena e, várias vezes, ao som dos «cânticos» dos pássaros deixámo-nos pedalar. Uma paragem aqui e outra ali, para a respectiva observação da paisagem e da passarada animou a manhã. Acabámos por «desaguar» na Praia de Mira. Após duas de treta, apanhámos a direcção que nos levou à Rota das Lagoas. Durante o percurso o barulho no estômago e uma mesa bem à sombra levou-nos a parar e a matar a «fomeca».





A tarde foi mais longa e mais puxada. Continuámos a Rota das Lagoas e apanhámos a dos Moinhos. O bom estado das ciclovias facilitou uma boa pedalada acompanhada, na maior parte das vezes, por agradáveis conversas. Mas, se não há festa de aniversário ou de casamento sem bolo, arraial sem foguetes também não há pedalada sem furo, por isso, eis que o furo marcou presença. Ora ao ser avisada de que a roda traseira da minha bicicleta estava furada nem quis acreditar, mas o pessoal não desmoralizou. Comprovado que era necessário repará-lo, parou-se e escolheu-se um local. O furo foi mais ao menos resolvido assim: «sacou-se» o pneu à bicicleta, retirou-se a câmara-de-ar, encheu-se a dita câmara, identificou-se o local do furo, raspou-se o local do furo, aplicou-se cola, que secou durante um bocado, aplicou-se um «remendo», introduziu-se a câmara-de-ar no devido lugar, encheu-se o pneu, colocou-se o pneu no respectiva bicicleta e a pedalada continuou. Viram agora porque é importante saber reparar furos e transportar o material necessário? Por lá, o pessoal só não viu como sentiu na pele.






Percorridas as ciclovias e com o anoitecer cada vez mais próximo, pedalámos em direcção ao local onde estávamos hospedados. Deu ainda para apreciar e tirar fotos ao pôr-do-sol. Quando demos por terminada a pedalada contaram-se 44 quilómetros... aquilo é que foi pedalar..., mas fez-se bem e o dia foi muito agradável. Valeu tanto a pedalada que um regresso não está colocado de parte. Quando der, façam o mesmo, não só é saudável, como é diferente e agradável. Acreditem que vale a pena.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Diário de uma bailarina----parte II - O repouso

Corro para os bastidores. Para trás ficam quarenta minutos dedicados de corpo e alma à história que acabei de interpretar, usando, para isso, a dança. Nos bastidores a confusão é grande. Todos se abraçam. Recebo e retribuo os parabéns. Não há quem não esteja satisfeito. Rapidamente entro no camarim. Troco de roupa. Saio disparada pela porta que me leva aos meus pais, à minha família, aos meus amigos. Todos aguardam por mim. Tenho as melhores pessoas do mundo ao meu lado. Entusiasticamente cumprimentam-me... recebo e agradeço os parabéns. Foi realmente uma grande noite... a minha primeira grande noite dedicada à dança. Conversa troca conversa, as despedidas começam...

Num ambiente mais calmo e mais familiar desço as escadas da entrada daquela sala de espectáculos. Cominho no passeio da rua apenas com familiares e amigos mais íntimos. Ainda com um sorriso no rosto dobro a esquina e dali chego ao carro. Tomo a direcção de casa. É hora de repouso. De aliviar o corpo, a mente, a alma da pressão física e psicológica de que estive sujeita. Não me lamento, mas sei que foi duro e é importante relaxar. O objectivo é agora dormir. Não consigo. Tenho o cérebro activo demais para o conseguir... viro e torno a virar-me... o sono começa a chegar... amanhã será outro dia.

Continua...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

São lágrimas ...

... que cobrem o rosto marcado pela vida. São lágrimas de tristeza. São lágrimas de dor. De uma dor que teimosamente quer permanecer. De uma dor que teima em não desaparecer. Acompanha o dia a dia. Há dias que elas vivem, calmas e serenas, no peito, não se manifestam. Mas, há dias em que saltam como que descontroladas pelos olhos de pessoa aparentemente entregue à tristeza.
Mas há também lágrimas de alegria. De uma alegria contagiante. Que cria confiança e dá esperança. Quem não tem saudades do sabor doce de uma lágrima que penetra o rosto, ilumina o olhar e dá ainda um sinal de vida à vida....
As lágrimas são hoje um ícone que ensina e cria raízes na vida.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Diário de uma bailarina----parte I - Chegou o dia...

... após vários meses de intenso trabalho eis que chegou o dia. As horas passam, devagarinho. O dia parece mais comprido do que é. O coração bate forte. Faltam agora quatro horas... duas... uma... chegou o momento. Estou pronta. Aquecimento feito e devidamente vestida para a ocasião é porque estou pronta. Informam-me que é dia de sala cheia. Não quero ver, mas dá para sentir. Ouço as palavras mágicas... «todos aos seus lugares... vai começar o espectáculo.».

A sala está escura. O palco está escuro. O som da música começa a subir... como sobe. Ao som da música o pano afasta-se e deixa a nu todo o palco. Aos poucos, o palco recebe uma e outra luz ... a música e a luz atingem o seu clímax... é a minha vez de entrar. Deixo-me levar pelo instinto que ali me trouxe. Bem devagarinho e em pontas faço-me chegar ao centro do palco.

Uma sequência de passos, a música, as luzes dão sentido à minha presença... o privilégio de ali estar. Dou alma ao corpo... sentido a cada movimento. Força à mensagem. Dou vida à dança. A dança dá vida à vida.

A dança acontece ... conta-se a história e faz-se a plateia sentir-se envolvida no espectáculo.

O bailarino pega-me pela cinta e sou levada a tocar o infinito... a liberdade percorre todo o meu corpo. Sinto a razão de ali estar. A música torna-se mais forte, agressiva... é a vez de tocar o chão. Passo a passo levanto-me e percorro todos os cantos do palco passando a mensagem de que procuro algo. Faço com que a plateia sinta de que estou perdida, sem direcção. Olho o infinito e deixo-me levar pelo força de uma pirueta. Passo a passo procuro a saída de cena, mas puxam-me pelo braço. Deixo-me ser puxada, levada a cair, suavemente, sobre o corpo do bailarino. Segue-se o olhar. O abraço, o beijo. Os corpos flúem. A música foge e a luz também. O palco fica escuro. O silêncio dura cinco segundos até ser quebrado pelo som dos aplausos.

Passaram-se quarenta minutos e nem dei por isso. A dança tem estes segredos... faz-nos esquecer que o tempo existe.

Erguem-se, novamente, as luzes no palco. Passo a passo dirijo-me ao centro da «linha da frente» do palco. Agradeço as palmas. Seguem-se os restantes bailarinos. Mais palmas. Sinto o calor das palmas que pedem mais e mais. Saio e entro em palco uma meia dúzia de vezes. O meu sorriso abre-se como que descontrolado. Recebo flores. É agora a vez da lágrima. Levanto o braço direito e aceno à plateia. Sinto a força, o calor daquela imensidão de pessoas que aplaudem meu esforço, meu trabalho. Naquele momento sinto que tudo valeu a pena. Que tudo vale a pena...

Continua...

domingo, 9 de setembro de 2007

Muito breve visita ao IKEA

Fui ao IKEA com uma amiga e o seu filho (desde já agradeço a companhia, em especial ao filho que, só porque é bom menino, aguentou).

Apenas ficámos, naquele espaço, pouco mais de meia hora; o vento na praia «expulsou» o pessoal para o IKEA e o ambiente ficou pior que arraial em noite de São João.

Pelo que consegui perceber são precisos vários dias para conhecer os cantos à loja e até seleccionar os artigos pretendidos. A quantidade e diversificação dos «produtos/utensílios» é tal que torna a escolha do melhor produto muito demorada.

Por isso, para o caso de quererem comprar algum produto no IKEA sugiro uma visita ao site do IKEA e só depois deslocarem-se à super loja, para assim poderem ir directamente ao local onde está o produto. Caso contrário, das duas uma, ou vêem e voltam a ver e não compram nada ou correm o sério risco de comprarem não um mas, uma dúzia de produtos. Podem crer que não é complicado. Aquilo é de doidos.

Seja como for já andei pelo site. Até já sei o que gostava de ver e comprar. Estou a tentar seleccionar o melhor dia e horário para voltar lá para ver se, desta vez, não sou mandada embora pela multidão.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Aquilo é que foi...

Uma vez mais o povo português não defraudou as expectativas e compareceu, em peso, para ver a Red Bull Air Race . O povo português é assim; gosta de ver e participar em eventos de grande impacto. De mala térmica numa mão e cadeira na outra, o povo instalou-se, bem cedo, nas margens do Rio Douro e ali ficou. Nem mesmo o sol quente que se fazia sentir desmoronou a vontade de ver a passagem de aviões que em prova ou, apenas como forma de entretenimento, animaram o céu nortenho.

Eu e uns amigos, como bons portugueses que somos, também marcámos presença. Não levámos térmica, nem cadeirinha. Comemos e bebemos o que havia a vender e sentámo-nos mesmo no chão. Como não dormimos nas margens nem chegámos às seis da manhã, também não «caçámos» um lugar da frente. O que apanhámos foi uma «tosta» daquelas; valeu-nos o chapéu.

Entre uma mordidela na bifana no pão e uma bebida, percorremos uma pequena parte da margem do Rio Douro, do lado de Gaia. Acabámos por regressar ao início do percurso e «acampar» junto à ponte. Melhor não podíamos ter conseguido. Dali víamos metade da «pista» e um dos loopings praticamente à nossa frente.









Fiquei um pouco desapontada com os pilotos da prova. Estava à espera de algum espectáculo por parte deles no término de cada demonstração. Valeu o piloto do avião da Red Bull que acabou por dar sempre um ar da graça depois de cada participação. Fiquei ainda mais despontada quando os vencedores não deram uma volta no final da prova; a volta da consagração. A nota cinco vai para os caças da Breitling Jet Team. Quase fiquei tonta de tanto olhar o céu de um lado para o outro a ver as rápidas manobras (imaginem-me dentro de um deles!!!!), mas foi interessante e valeu as horas passadas à «tosta» e de pé. Aquilo é que é pilotar...



Quando terminou a prova, com a mesma vontade com que chegou, o povo colocou os pés ao caminho. Ainda estou para entender porque todos querem sair ao mesmo tempo. Quem beneficiou fui eu e os meus amigos que arranjámos um lugar debaixo de uma árvore e através de um ecrã gigante assistimos à entrega dos prémios. Deu ainda para ver um grupo de rapazes a atirarem-se para o Rio Douro. Parece ser prática comum por ali, mas naquele fim de tarde de sábado soube-lhes certamente ainda melhor, afinal o leque de espectadores era vasto.

Já com as zonas de acesso mais livres (estrada e ponte), atravessámos para o Porto onde fomos comer um chouricinho assado e beber uma sangria na margem do rio. Por ali jantámos e dali fomos apanhar o metro a São Bento e mais tarde o carro ao aeroporto; a ideia tinha sido ir de comboio, mas como chegou lotado ao apeadeiro restou-nos vê-lo passar e o aeroporto foi a melhor opção, assim não soubemos o que foi trânsito num dia em que cerca de seiscentas mil pessoas se juntaram nas margens do Rio Douro, entre o Porto e Gaia. Isso é que foi gente.


Fotos - Manuel Silva.
Outros registos fotográficos podem ser vistos AQUI

domingo, 2 de setembro de 2007

Estivemos Lá


I was there!
Originally uploaded by flickring Nemo

Já recebi o convite para participar neste blog já lá vai algum tempo. A falta de disponibilidade e de assunto (afinal ainda estamos a terminar a silly season - quem não sabe o que é ou qual a relação com a falta de assunto que faça uma pesquisa, na wikipédia, por exemplo) tem adiado a participação. No entanto, como estivemos presentes no evento mais mediático deste fim de semana, anuncio para breve a publicação de um texto (autoria: AJO) e um conjunto de fotos sobre o mesmo.