quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Regressos

Temos tendência de voltar aos lugares de onde um dia partimos... volta-se pela necessidade... pelo desejo... pela saudade. Por várias razões, mas uma é normalmente mais forte que outra. Volta-se para ver e rever os lugares... as pessoas... cheirar os odores próprios daquele lugar... sentir o frio, o calor de um lugar que um dia foi nosso... será ainda nosso? É importante regressar, mais importante é regressar com vontade mesmo que seja por breves instantes... e assim se fazem muitos regressos...



Imagem de Pereira Lopes em www.olhares.com

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Procuro-te...

... por todo o lado. Por iniciativa própria ou como resposta. Procuro e volto a procurar. Onde andas que não te encontro? Onde andas???... diz-me que vou ter contigo...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Dedicatória

Nem o mel é tão doce quanto os teus lábios... os teus beijos
Nem o algodão tão puro quanto a tua alma
Nem a seda tão suave quanto a tua pele
Nem o ouro tão valioso quanto a tua presença
Nem o diamante tão eterno como tu
Só tu... só tu... és eterno
...
Sim... estou a falar de ti meu amor
Sim... estou a falar para ti meu amor

sábado, 19 de janeiro de 2008

33 anos...

... sim... faz 33 anos...
Entre lágrimas de dor e de alegria
Minha mãe trazia-me ao mundo
Cresci...
Como cresci...
Queria?
Sim... quando tinha visão romântica do mundo
Hoje?
Hoje queria ficar para sempre criança
A criança está dentro de ti?
Sim... está... mas não a posso viver com a mesma liberdade
Triste?
Não... feliz por estar aqui e sentir-vos comigo...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Momentos «vestidos» de branco...

Já visitei a Serra da Estrela várias vezes. O facto de ter uns tios simpáticos que emprestam a chave da casa que têm para aqueles lados facilita a visita, a estadia. Por isso, já vi a Serra da Estrela «vestida» de várias cores. Coberta por diferentes luzes e com distintas caras; não consigo dizer qual a mais bonita, mas posso tentar descrever um dos momentos mais marcantes que passei naquela Serra: um dia tentei subir até à torre e quanto mais subia mais nevava... sim, nevava... nevava... como nevava... a dado momento não se conseguiu subir mais.





Saí do carro e entreguei-me à força da natureza... deixei-me levar por aquele branco... escorreguei na neve... caí na neve... tentei apanhá-la e não consegui... ri... ri muito... muitíssimo. Foram momentos únicos. Belos. Irrepetíveis. Um menino com cinco anos «mergulhava» na neve e gritava: «... isto é que é vida...». Ainda hoje rio só de pensar naquele momento... naqueles momentos... há momentos que pela sua singularidade tornam-se míticos. Aquele é um desses momentos. As imagens falam por si...






Fotos: Manuel Silva

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Está confirmado...

... preciso de uma peça de roupa singular... que espelhe a minha personalidade... os meus gostos. Valho-me de uma amiga, designer de moda: Abrunhosa... Ana Abrunhosa (às vezes dou gosto ao dedo lá no blog dela, só às vezes...).

Com risos recebe-me... ela sabe que gosto de moda... passo os olhos pelas peças que tem no seu elegante ateliê... adoro aquele espaço... aquele lugar... é lindo... respira-se beleza... vale uma visita, acreditem... chega a hora de vestir... visto e revisto peça a peça... rio muito... divirto-me... quem diz o contrário? É porque nunca experimentou... da cinta para cima está escolhido... falta para baixo...

Ana Abrunhosa usa o seu singular talento e de lápis na mão com dois traços apenas desenha a peça que fará conjunto com a de cima... cor???... acerta-se o tom verde... faço a primeira prova... cinco estrelas... o sorriso é de «vaidosa contente»... sinto-me elegante... penso... bota alta... dois toques de maquilhagem e cabelo solto... pronto... estou pronta... que chegue o dia da festa... farei sucesso???... a imagem fala por si... deixas-me sempre tão bonita... tão segura... obrigada Abrunhosa... Ana Abrunhosa...


Houve outro momento...



E ainda outros...





Bem... houve mais, mas ficam para depois... até lá podem ver em Ana Abrunhosa Portofólio ou no blog Ana Abrunhosa.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O silêncio grita....

... quando o silêncio acontece... é no silêncio que as palavras falam... que o gesto aparece... que as acções se exprimem... que a vida é verbo...
Palavras para quê?
É hora de silêncio... SHHH... SHHh.... SHhh.... Shhh... .shhh.... shhh....


Shhh
Originally uploaded by .rui. aka ohcaptain

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Janela ....

A janela... sim... foi daquela janela hoje fechada, mas outrora aberta para o mundo, que esperava ver o teu vulto... a tua pessoa... daquela janela gritei ao mundo para me devolver vivo aquele que um dia as armas chamaram... daquela janela implorei... rezei aos céus para te trazerem para junto de mim.... mas um dia... um dia as notícias chegaram... mas... mas as notícias não falavam de vida... nesse dia a janela fechou-se... aquela maldita guerra arrancou-te de mim...



Imagem de Maria José Amorim em www.olhares.com

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Naquele quarto...

... agora vazio... foi cheio de vida... viveu-se a ternura de uma vida. Amou-se... odiou-se... houve risos... houve lágrimas.
Naquele quarto...
... agora vazio... viveu-se um amor... deu-se vida ao amor... afundaram-se as tristezas... enalteceram-se as alegrias.
Naquele quarto...
... agora vazio... sentiram-se as dores de parto... nasceram sete filhos... um morreu no parto... outro uma semana depois.
Naquele quarto...
...agora vazio... alimentaram-se cinco crianças... criaram-se cinco vidas...
Naquele quarto...
...agora vazio... houve o pior dos males.... a doença arrancou a vida.
Naquele quarto... sim... naquele quarto...
... agora vazio... entre lágrimas e sorrisos viveu-se...


Imagem de Maria José Amorim em www.olhares.com

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Sonhos...

"Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação a portas fechadas, e às escuras, retrata
a vida e a alma de cada um, com as cores das suas acções, dos seus propósitos e dos seus desejos."
Padre Vieira, nos Sermões de São Francisco Xavier Dormindo