quinta-feira, 28 de junho de 2012

É tempo de fado. É fado do tempo. É tempo de tempo. Fado de fado. O tempo é fado. Fado é tempo… Anexo a quem tem de pertencer. É fado… É fado o alimento das arritmias. Salgado o que amamenta a alma… Cega a luminosidade que translade a ventana… Vínculo no cosmo de quem domicilia. É fado… É fado o que habita no tarso… A planta do pé murcha e já não vigora fulgor na marcha.

AJO

terça-feira, 19 de junho de 2012

O nosso ministro, Álvaro Santos Pereira, diz que «A lei laboral foi discutida à vírgula com os parceiros sociais». Espero que os intervenientes nesta discussão saibam as regras para a colocação da vírgula – é que se há «locais» num discurso em que a vírgula é facultativa, há outros em que é proibido ser colocada e há ainda outros em que é obrigatória a sua colocação… Imaginem se colocaram mal a vírgula... Começo a perceber o real problema… A vírgula…

Para conferir palavras do Senhor Ministro... http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563281
Impõem-se na vida da vida sem consentimento… Tatuam-se na hipoderme do pensamento. Penetram… Queimam os adipócitos. São espinhosas... Residem intrinsecamente nos sinais vitais... Não fogem. Mas ausentam-se. Por um instante… Por vários instantes… Mas não se apagam… Nunca se apagam… Não morrem… Nunca morrem...

AJO

segunda-feira, 18 de junho de 2012

David Mourão Ferreira chamou funesta à primavera… Mourão Ferreira esqueceu-se o quanto o inverno contém o poder de ser e ter coração quente… Tão quente que chega a sufocar o sentir de quem ousa provar o sabor do sentir… É caso para se dizer: «ai [funesto inverno] … Ninguém fale em [inverno] quem me dera [quem me dera] ter morrido nesse dia… ai [funesto inverno] …».

Espero que entendas Mourão Ferreira e saibas desculpar tão ousada ação verbal… AJO

sexta-feira, 15 de junho de 2012

É tempo de dar tempo ao tempo. Mas nem tempo há para dar tempo ao tempo. O tempo quer tempo. O tempo devora o tempo. Com o tempo… O tempo castiga o tempo... AJO

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Levanta o olhar para o sol. O sol seca o que a lua humedece.

Vira o peito à luz. A luz clareia o que o escuro enegrece.

Estende a mão ao mar. O mar dá a bravura que agita.

Abre os braços ao rio. O rio dá a serenidade que equilibra.

Agora… Agora dá um passo em frente e caminha…

AJO

domingo, 10 de junho de 2012

Quantidade é o signo da ordem do dia. O significante é o mesmo. A pragmática dá o mote… A semiose varia… Até quando…?!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

«O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas e as pessoas idiotas estão cheias de certezas» - Charles Bukowski

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mais triste que acabar… é não poder começar!

Mais triste que não dar… é sentir que dá e não pode dar!

Mais triste que não viver… é saber que há viver e não se pode viver!

Mais triste que não sentir… é saber que há sentir e…

Resta o alívio de poder sentir …

Alívio?

AJO

sábado, 2 de junho de 2012

‎60 quilómetros a pedalar quase sem parar, num piso irregular, com pedra quanto basta, debaixo de quase 40 graus, chuva e vento fortes e muita lama... Valeu a aventura :-)))