quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Estou de volta

Há alturas em que a altura é de escolhas. Os caminhos fazem-se de escolhas. De escolhas fortes e grandes. O tempo assim o obriga. Em 2014 a escolha do caminho foi dedicada à escrita académica. Um ano não foi suficiente e 2015 seguiu o mesmo rumo. Mas em 2015 houve um caminho diferente: a meio do ano entrei em estado de graça! Em estado de esperanças! 2015 terminaria com a defesa do meu doutoramento acompanhada com uma barriga de oito meses! 2016 iniciou-se com a chegada da minha bebé. Da minha Maria Sofia! Passados quase oito meses da sua companhia, parece desenhar-se tempo para recomeçar a companhia por estes lados. Estou de volta!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

domingo, 2 de junho de 2013

Lá longe, bem lá longe… Onde, a vista parece não mais alcançar as pegadas que enfeitam a areia fina e branca daquela praia onde o mar azul desmaia, vive o sol. Aqui em segredo… Parece que nessa praia o negro é engolido pelo dourado... O dourado só consegue ser vencido quando o prateado pleno acontece… Quero uma dessas praias…

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Há os que se sentem. Que se desejam. Os que dão sorrisos. Aceleram os batimentos cardíacos. Que aumentam o fluxo sanguíneo. Dão esperança. Há os que dão vontade de acordar. De sair de casa, mesmo debaixo de um dilúvio. Os livres, ternos e eternos. Que duram uma vida inteira. Os que dão vida, mesmo quando proibidos! São secretos, mas não menos concretos que os expostos.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Décadas atrás o complexo era ter acesso às fontes bibliográficas. Hoje, o complicado é conseguir selecionar as fontes! A bibliografia é tanta… tanta… Uma pessoa pergunta-se se algum dia são lidas. Fazer hoje uma revisão bibliográfica é um trabalho, também, de perseverança. Vou-me a ela...

terça-feira, 9 de abril de 2013

Escrever é bom! Muito bom! Sabe bem! Muito bem! Mas isso se for escrever livremente... Agora isto de encaixar literatura uma na outra…. Mesmo crendo que é pertinente, cruzes… Sei que se escreve, também, sobre o que os outros pensaram e escreveram… Mas será que não dá para colocar uma alusão à bibliografia no início ou no final e deixar uma pessoa escrever livremente? Ups… O objeto já reclama atenção…

AJO

sábado, 6 de abril de 2013

Tenho tentado estar aliada das notícias para não deslocar a minha concentração do objeto que me quer só dele, sabe Deus até quando. Mas o ruído provocado pelo chumbo do TC é signo demasiado assustador, doloroso para se conseguir ficar alheia. Respeitar a Constituição é dogma. Respeitar, entre outros princípios, o da igualdade, também é dogma. Ou será que não? Ou será só para alguns? É que conheço quem…

- … tenha sido despedido e tenha recebido valor da indemnização abaixo do valor da lei. Ir para tribunal aumentava o sofrimento;

- … tenha sido despedido e tenha recebido valor da indemnização de lei. Andou anos à procura de emprego e nada. Encontrou-o porque um familiar lá o encaixou numa das suas empresas;

- … tenha sido convidado a permanecer no seu trabalho a 50% e a receber, por isso, menos 50% do salário;

- … no final do mês recebeu menos salário, apesar de estar a trabalhar as mesmas horas… Foi-lhe dito que... «teve de haver ajustamento de salários...»;

- … tenha sido convidado a permanecer no seu trabalho a 100%, mas a receber menos 10% do salário e a trabalhar mais horas por semana;

- … trabalhe aqui e ali a recibos verdes. Cumpre horário e passado, muitas vezes, mais de 6,7,8 meses recebe o primeiro mês, ficando por receber os outros; irá receber sabe Deus quando - dizem: coisas do POPH. São meses a gastar gasóleo, portagens, alimentação…, pagar uma fortuna de segurança social… restando uns míseros euros de lucro - quando sobra;

- … tenha perdido o emprego e tenha encontrado além fronteiras um salário. Sofre com a saudade da família, dos amigos…;

-… ande há mais de uma década em busca de trabalho mais certo, com contrato, mas não encontra e vai fazendo o que há para fazer…;

- Mas conheço também quem reclame há anos e anos pelos seus direitos e, sendo verdade que pode ter perdido poder de compra, continua com o seu emprego. Gozando dos seus direitos e (vai) cumprindo com os seus deveres. Mas o emprego não o perde. Redescobri ontem com a decisão do TC que até as mais altas instâncias portuguesas asseguram-lhes muitas coisas e assim percebe-se o «princípio da igualdade».

Há mais exemplos, mas estes já chegam para refletirmos sobre o signo linguístico «princípio da igualdade».

Vou voltar ao objeto que já está com ciúmes. Lá reside o que ainda pode dar esperança, alegria: conhecimento. Assim espero. Assim desejo. O futuro dirá.

AJO

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

E de repente… De repente é o cansaço que penetra os ossos e os bloqueia. Um medo que invade o sangue e o engrossa. As veias que sentem falta de espaço. Os pulmões que não sentem a atmosfera. As articulações que não sentem a cartilagem. O encéfalo que não sente o cérebro. A lua que amordaça a íris. As estrelas que trespassam a alma. E de repente… De repente o sol arrebata o coração. Incendeia a aurícula …, o ventrículo. O animal bípede, apesar de tudo, arfa… AJO