A vida é demasiado curta e o sofrimento demasiado grande...
Mas... se assim não fosse...
Não seria vida...
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Sexta-feira, 27 de Março de 2009
...
"Amigos, antes de mais!
Amantes, também da música-artesanato, lugar familiar, refúgio de
todos os sonhos:
A inspiração chega numa brisa embaladora de fados e barcarolas,
talvez numa ria… Possivelmente em Aveiro…
Ecos de fado, acordes de balada, palavras ditas por uma guitarra sem
pauta, raiz-fantasma de uma musa que se fez ao mar e de lá trouxe
lendas e narrativas, graças e desgraças, tradições castiças, amores
imaginados, sonhos como o mundo, dias parados, tempestades… e
saudade.
Quanta saudade… daquela serenata dedicada à janela aberta,
rendida de par em par ao sentimento… de um olhar que repousa o
pensamento na fantasia das palavras que ouve.
Eis então o registo destes sentimentos e impressões, vontades e
desejos que a ria guardou durante estes anos.
Do coração do trovas e serenatas brota para todos o fado à ria.
Aveiro, Maio 1999
Trovas e Serenatas"
Amantes, também da música-artesanato, lugar familiar, refúgio de
todos os sonhos:
A inspiração chega numa brisa embaladora de fados e barcarolas,
talvez numa ria… Possivelmente em Aveiro…
Ecos de fado, acordes de balada, palavras ditas por uma guitarra sem
pauta, raiz-fantasma de uma musa que se fez ao mar e de lá trouxe
lendas e narrativas, graças e desgraças, tradições castiças, amores
imaginados, sonhos como o mundo, dias parados, tempestades… e
saudade.
Quanta saudade… daquela serenata dedicada à janela aberta,
rendida de par em par ao sentimento… de um olhar que repousa o
pensamento na fantasia das palavras que ouve.
Eis então o registo destes sentimentos e impressões, vontades e
desejos que a ria guardou durante estes anos.
Do coração do trovas e serenatas brota para todos o fado à ria.
Aveiro, Maio 1999
Trovas e Serenatas"
Domingo, 15 de Março de 2009
(...)
Porque treme a tua mão?
É medo, senhor,... é medo.
Porquê esse medo?
Incertezas, senhor,... incertezas.
É medo, senhor,... é medo.
Porquê esse medo?
Incertezas, senhor,... incertezas.
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
É tempo...
... de lágrimas, de sorrisos tímidos e caídos
É tempo de olhares frios, subjugados, perdidos, e distantes
É tempo de receios, apreensões, pânico, desconfiança, insegurança, medo
É tempo de fome, sede, frio, arrepios
...
É tempo de um tempo que não se queria que fosse tempo, mas que é tempo...
É tempo de olhares frios, subjugados, perdidos, e distantes
É tempo de receios, apreensões, pânico, desconfiança, insegurança, medo
É tempo de fome, sede, frio, arrepios
...
É tempo de um tempo que não se queria que fosse tempo, mas que é tempo...
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
...
É no silêncio que te ouço...
No vento que sopra que te cheiro...
Na gota de chuva que cai que te provo...
É na geada que sinto o calor do teu corpo...
...
E assim se alimentam as tardes frias de Inverno...
No vento que sopra que te cheiro...
Na gota de chuva que cai que te provo...
É na geada que sinto o calor do teu corpo...
...
E assim se alimentam as tardes frias de Inverno...
Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
Quando está frio no tempo do frio
Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.
Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno -
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no facto de aceitar -
No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.
Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.
Aceito por personalidade
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender só com a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.
Alberto Caeiro (1917)
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.
Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno -
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no facto de aceitar -
No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.
Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.
Aceito por personalidade
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender só com a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.
Alberto Caeiro (1917)
Domingo, 4 de Janeiro de 2009
...
Hoje, quero ouvir falar o mar... a lua...
Amanhã, quero ouvir falar o mar... o sol...
Hoje e amanhã, quero ouvir falar a vida.
Amanhã, quero ouvir falar o mar... o sol...
Hoje e amanhã, quero ouvir falar a vida.
Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009
“Quando um Homem Quiser”
Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.
(Ary dos Santos)
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.
(Ary dos Santos)
Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
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