domingo, 30 de dezembro de 2007

Mensagem para 2008 - Café e Maionese

Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que “sim”.

O professor pegou então numa caixa de fósforos e vazou-a dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio e eles voltaram a responder que “sim”.

A seguir, o professor pegou numa caixa de areia e vazou-a dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um sim retumbante.

O professor, em seguida, adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia.

Os estudantes riram-se então nesta ocasião.

Quando os risos terminaram, o professor comentou:
- Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, como a família, os filhos a saúde, os amigos, Deus…, as coisas que te apaixonam. São as coisas, que mesmo que perdesses tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia.

Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é todo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocarmos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastarmos todo o nosso tempo e energia para as coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Prestem atenção ás coisas que realmente importam. Estabeleçam as vossas prioridades e o resto é só areia.

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou:
- Então o que representa o café?
O professor sorriu e disse:
- Ainda bem que perguntas! Isto é só para vos mostrar que, por mais ocupada a vossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomar um café com um amigo.
Quando as coisas da vida te parecerem demasiadas…, lembra-te do frasco de maionese e café.


E com esta «mensagem» que recebi por mail e aqui partilho, desejo a todos os que por aqui passem um BOM ANO de 2008

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

domingo, 16 de dezembro de 2007

Acontece...

Ouve-se a porta abrir e a fechar com força. Ouve-se o bater das solas dos sapatos no soalho da casa. Passo a passo sobe a escada. O som expressa rapidez. A porta do quarto abre. A porta do quarto fecha. Ele encosta as costas às costas da porta. Ela, deitada na cama, levanta a cabeça e dirige-lhe o olhar. Nem uma palavra. Os olhares cruzam-se. Um leve sorriso abre-se. O silêncio quebra-se:
...
- nem queria acreditar que tinhas chegado. Vim mal conse...
...
O dedo indicador sobre os lábios retoma o silêncio. Um botão desabotoa-se. Seis botões desabotoam-se. A camisa cai. Peça a peça cobre-se o chão. Olham-se profundamente. As palavras são inúteis.
...
Os corpos aproximam-se... os olhares penetram-se... a frequência cardíaca aumenta... como aumenta... sentem-se as respirações... as pálpebras fecham-se... as lábios tocam-se... as mãos unem-se... os corpos reconhecem-se... os corpos encaixam-se....
...
O inevitável acontece... matam-se saudades...




Prickly Touch Of Romance
Originally uploaded by *Irina*

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A melhor confidente...

Por entre bosques e arvoredos caminha-se sem direcção. Busca-se o canto perfeito para desabafar... Alegrias? Tristezas? Ódios? Amores? Medos? Todos os sentimentos e mais alguns... o importante é desabafar num lugar que seja só nosso... naquele lugar que, sem saber porquê, pertence-nos mesmo sem nunca ninguém ter dito que era nosso... se nem às paredes se confessam muitos dos desabafos... confessá-los à natureza é confessar ao infinito... na natureza corre vento... mesmo que seja apenas uma brisa será o suficiente para que os desabafos sejam guardados em lugares que só a natureza conhece... nesse momento descobre-se que a natureza é a melhor confidente...




Imagem de Miguel Pereira em www.olhares.com

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Medo...

É medo. Sim... é isso... é medo. Tenho medo. Estou com medo. É isso... estou com medo.
De quê? De quem? Porquê?
Não sei. Não sei. Não sei.
Porque não sabes?
Porque não.

É medo. Sim... é isso. É medo.
E o que é o medo?
Não sei. Não... espera... eu sei o que é.
Então o que é?
É o que sinto... ele vive comigo. Quero arranca-lo e não consigo. O medo vive em mim.
Ai medo... dás-me medo... mas vou vencer-te.



Imagem de Miguel Pereira em www.olhares.com

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Confusa...

Até ontem, ao fim do dia, queria que hoje fosse Janeiro de 2008. A partir de ontem, à noite, queria que hoje fosse Janeiro não de 2008, mas de 2007. Bem.... estou confusa.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Momentos singelos

Sento-me no sofá... ligo a música... deixo-me levar pelo som do Rodrigo Leão... gosto de o ouvir. Acomodo-mo no sofá e tiro o papel ao gelado. Do lado de fora da janela um céu escuro... cai novamente um chuveiro forte... aconchegada no meu sofá e no calor do meu lar termino de comer o gelado. Deito-me completamente no sofá e entrego-me à sonolência que começa a apoderar-se de mim... baixo o som da música... «ups» adormeci.... mas... soube tão bem...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Até que enfim...


Some old and dusty things can shine too
Originally uploaded by flickring Nemo

Finalmente é sexta-feira. Há semanas que parecem nunca mais acabar; a que termina hoje foi uma dessas semanas.
Finamente começa a cheirar a fim-de-semana e, por isso, aqui ficam os votos de um bom Fim-de-semana.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Eça escrevia estas palavras hoje???


News
Originally uploaded by Magander
«O jornalismo, na sua justa e verdadeira atitude, seria a intervenção permanente do país na sua própria vida política, moral, religiosa, literária e individual.

O jornalismo não sabe que há o abatimento moral, o cansaço, a fadiga, o repouso. Se ele repousasse, quem velaria pelos que dormem?

(…)

Há homens, há trabalhadores de ideias, filósofos, que fazem o mesmo áspero trabalho incessante: mas esses têm glória, que é como um bálsamo divino, derramado nos seus cansaços.

O jornalista não: trabalha, luta, derrama ideias, sistemas, filosofias sociais e populares, estudos reflectidos, improvisações, defesas eloquentes, nobres ataques da palavra e da ideia: pois bem, tudo isso passa, morre, esquece; aquela folha delgada e leve, onde ele põe o seu espírito, a sua ideia, a sua consciência, a sua alma, perde-se, desaparece, some-se sem esperanças de vida, de duração, de imortalidade, como uma folha de árvore ou como um trapo arremessado ao monturo.»


Eça de Queiroz , in «Distrito de Évora», nº 1, 6/1/1867

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Shopping «Cidade do Porto» com fim à vista

Acabo de saber pela Página 1 da Rádio Renascença que o shopping «Cidade do Porto» será encerrado. Não para obras. Não para remodelação da fachada. O shopping «Cidade do Porto» será demolido, por ordem do Tribunal Administrativo do Porto. Eu fico satisfeita. Só tenho pena dos trabalhadores, mas para o Porto será melhor... a cidade Invicta tem shoppings a mais.... E para quando a demolição? Tenham calma... a coisa não é para amanhã... a demolição terá que acontecer nos próximos 42 meses. Leram bem... 42 meses, cerca de três anos e meio. Até lá veremos o que acontecerá.... veremos... porque muita coisa pode acontecer...

PS. Para terem acesso à Página 1 da Rádio Renascença só têm que fazer o seguinte: entrem no site da Rádio Renascença. Registem-se e recebam gratuitamente no vosso e-mail informação actualizada do que se passa no país e no mundo. Depois é só ler.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Para lá da janela...


Room with a view
Originally uploaded by flickring Nemo
As pessoas caminham entre subidas e descidas... entre o alcatrão e o paralelo... entre estradas cheias de gente e vazias... caminham sem destino e com destino... correm de um lado para o outro... caminham calmamente... caminham apressadamente... sacodem tapetes à janela... observam simplesmente os ruídos de uma paisagem quotidiana. Ao fundo da rua passam em fila algumas dezenas de caloiros que entoando canções da praxe expandem a alegria de ser jovem. Aos poucos a noite cai... chega a hora das pessoas saírem dos seus trabalhos... a azáfama nas ruas aumenta e aumenta... os condutores buzinam... como buzinam estes condutores de fim de dia... reclamam ... todos reclamam e todos têm razão... mas eis que o ruído nas ruas começa a diminuir... a diminuir... todos, quase todos, recolhem-se nas suas casas... fecham-se as janelas... as portas... dentro de casa termina-se um dia de trabalho... carregam-se as baterias necessárias para um outro dia que começa daqui a poucas horas... até já...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

E não é que me atribuíram o prémio...



Pois... é mesmo verdade... o blog A Caixinha dos Meus Botões ,com o rosto de Sofia, premiou-me com o prémio DIZ QUE ATÉ NÃO É UM MAU BLOG?! E se a Sofia diz que não é mau este meu blog, resta-me agradecer tão nobre prémio e manifestar desde já a minha satisfação...
E aqui ficam as regras para a atribuição do prémio...

1.º Indicar de onde veio a atribuição. E esta veio pelas mãos – como já referi -, da Sofia;
2.º Atribuir o prémio a 7 blogs que considere que até não são maus blogs. A atribuição é feita a blogs que ainda não foram distinguidos com tal prémio –pelo menos que eu saiba -, e que eu visito diariamente e deixo comentários;
3.º Referir a tag do prémio no teu blog, de preferência com o link do blog a que te referes.
E os prémios vão para...

1 – My Crazy Littel World;
2 – Fado Falado;
3 - Ana Abrunhosa;
4 - Blog da tia Cremilde;
5 - O Farol no Vento do Norte;
6 - O Cheiro da Ilha;
7 - Andando e Pensando.

Mas nomeadar só sete é muito pouco... existem muitos outros que eu gosto bastante e que visito muito regularmente e, por isso, oferecia com muito gosto o prémio ainda a 9=1, AHora Estas Despertando, Abrupto, Aventuras Blogais, Depósito da Alma, Funes, el memorioso, Imagos, O Murmurar das Pedras, Peciscas, Pitanga Doce, Psycho... no fundo gostaria de premiar todos porque todos animam os meus dias com as suas visitas e os seus comentários... a todos muito obrigada. Mas como só podem ser 7... então que sejam...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Coisas à político...

Já lá vão alguns anos, mas lembro-me como se tivesse sido ontem, quando no meio de uma conversa com um notável do PSD ele perguntou-me, mais coisa menos coisa, o seguinte: agora vamos cá saber, você é de direita ou de esquerda? Eu fiquei a olhar para ele...pois....pois...direita... esquerda... acho que pensou que eu não sabia a diferença e tentou ser mais claro: bem... você preocupa-se com questões sociais? Voltei a olhar para ele e lá respondi... questões sociais... sim, quem não se preocupa? Ele, prontamente, respondeu: pois... vocês é de esquerda. O notável rotulou-me sem saber o que verdadeiramente eu pensava e detestei. Confesso que ainda trocámos mais duas palavras e combinamos falar na semana seguinte... ele até hoje nunca mais me viu e eu, como vejo televisão, vejo-o e ouço-o muitas vezes e, o mais estranho, a chamar atenção para os problemas sociais.... será ele mesmo de direita?? Não... é de esquerda... bem... não sei... coisas à político...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Flickr desceu o Porto

A paixão pela fotografia foi o motivo que levou um grupo de «fotógrafos» a encontrarem-se na cidade do Porto. Para além do gosto pela fotografia, têm em comum o facto de todos eles terem uma conta no flickr, local onde cada um coloca um bocadinho de si, usando a fotografia.
O encontro deu-se na Sé do Porto, entre as 15h00 e as 15h30. Após as apresentações da praxe e de equipamento fotográfico na mão, a sessão fotográfica iniciou-se. O alvo das objectivas foram os aspectos, as particularidades, os momentos, os acontecimentos, as imagens, os cenários naturais e pitorescos que existem ao longo da calçada que liga a Sé do Porto à Ribeira Portuense e desta à Ribeira de Gaia. A descida deu-se ao som de muitos cliks e os resultados foram centenas de fotografias. Algumas delas já foram disponibilizadas por PAS, BB, JC, pelavidafora, esticonhiconhek , trazmumbalde , ohcaptain , flickring Nemo.

A fotografia que se segue é reveladora como sem contar podemos ser apanhados... ainda bem que fui «bem apanhada». Foram bons momentos e espero por mais... parece que haverá.....



Chat
Originally uploaded by ohcaptain

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

É o Vazio...

... que preenche o vazio da vida. É o vazio que dita as necessidades do quotidiano. É o vazio que marca a hora de adormecer e será esse vazio que ditará a hora de acordar.

Age-se como se ele não vivesse connosco. Como se ele, sendo invisível, não desse para ser sentido. Mas, sente-se. E sente-se como uma chama que queima o corpo... queima a alma de alguém que quer mais e mais, mas que fica pelo menos e menos.

Age-se porque o vazio dita as horas que formam os dias, os dias que formam as semanas, as semanas que formam os meses, os meses que formam os anos, os anos que formam a vida. E assim se vive lado a lado com um vazio que apesar de invisível tem a característica mais dolorosa: sente-se.


Imagem de Pedro Moreira em www.olhares.com

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Sempre actual...

«...tudo é pobre: a preocupação de todos é o pão de cada dia. Esta pobreza geral produz um aviltamento na dignidade. Todos vivem na dependência: nunca temos por isso a atitude da nossa consciência, temos a atitude do nosso interesse...» (Eça de Queirós, 1871, As Farpas).

Há frases que estão sempre actuais... esta é uma delas. Está tudo dito... nem parece que passaram mais de cem anos...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

terça-feira, 30 de outubro de 2007

E, por último, o melhor...

.... foi mesmo o convívio, as brincadeiras na neve, os almoços, os jantares, as conversas... enfim a descoberta, em grupo, de um «mundo» para todos desconhecido.

Houve tempo para tudo até para nos enterrarmos na neve. Como «fazer TT» na neve não se revelou fácil, as aventuras foram menos arriscadas, mas nem por isso menos divertidas.



Também deu tempo para fotografar. Era só clik, clik, clik...; máquinas digitais têm essa vantagem: clik muito e custo nenhum. Quando se regressou à casa o pior foi mesmo conseguir ter tempo para ver todas as fotos... eram muitíssimas.

E claro está também deu tempo para «piquenicar», bem no meio dos Pirinéus. Pode-se dizer que durante esta aventura comeu-se bem e bebeu-se ainda melhor. Não faltou nada. Ao almoço fazia-se uma refeição ligeira; o pessoal tinha que conduzir. À noite foi desde de carne estufada, massa com atum e cogumelos... E se houve comida também houve bebida. E que bebida... foi vinho, sangria...champanhe ... aliás o champanhe marcou praticamente sempre presença... afinal todos os dias foram dias de comemoração... a tudo isto juntaram-se boas e animadas conversas.




A grande noite deu-se no jantar de despedida. Essa noite teve lugar num restaurante em Andorra e fomos servidos por portugueses. Comeu-se e bebeu-se com elevada qualidade. A noite, à semelhança das anteriores, terminou num dos quartos do hotel a comemorar...claro está com champanhe.

Foi bom. Foi muito bom. Quero mais e acho que os meus amigos aventureiros também. É difícil contar tudo aquilo que se viveu. Sabem bem viagens assim; com pessoas primorosas e paisagens/lugares singulares.

Foram sete belos dias que rapidamente terminaram. Foi pouco, mas como diz Fernando Pessoa tudo vale a pena quando a alma não é pequena. E valeu mesmo muito a pena porque a alma dos oito aventureiros pode ser tudo menos pequena...

Aventura termina aqui... já sinto saudades... até à próxima.

Fotos Manuel Silva

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Há momentos que...

... verdadeiramente impedem-me de sorrir...

Levantar-me de manhã e ter que fazer, porque tem que ser, as tarefas domésticas:
- Limpar a casa de banho;
- Aspirar a casa e limpar o pó;
- Preparar o almoço/jantar e arrumar a cozinha;
- Passar a roupa ferro e colocá-la no sítio;
- Sentar-me no sofá e saber que daqui a algumas horas tudo se repete novamente... ou pior... eternamente...

Há mais, mas para já ficam estes...


Imagem: Hélder Mendes em www.olhares.com

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Ainda os caminhos do Amor...


Imagem: Luna em www.olhares.com

O amor é como o vento... bate leve... bate forte... pode demorar o seu tempo... mas, bate. E quando bate os efeitos são imprevisíveis... cometem-se as maiores loucuras.

Dizem por aí que já não se ama como antigamente... não se beija como antigamente... não se deseja como outrora... o amor não vem de dentro... não se vive com sentimento... com entusiasmo... com um querer bem querer a alguém... ama-se sem sentir amor.

Pergunta-se por aí... porque o amor perturba a razão? Porque amamos quando devemos repudiar? Porque desejamos quando devemos recusar? Porque amamos o proibido? Porque queremos amar? Porque precisamos de amar? Porque amamos amar?

Dizem por aí... amor... amor... palavra simples e complexa... leve e pesada... pode fazer sorrir ou chorar.... ao mesmo tempo pode levar à dor... à tristeza... ao ódio... à escuridão... às trevas.

Mas também dizem por aí que o amor nos devolve à vida... nos dá luz... esperança... força... ânimo... amor que é amor devia ser vida e nunca morte... ser luz e nunca escuridão... ser alegria e nunca tristeza... mas o amor é traiçoeiro... mas o amor é .... quem o vive sabe...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Entre os objectivos da viagem... - Parte III

... encontrava-se a esperança de conseguir fazer as pistas de um road-book da revista Autoaventura 4x4. Este road-book desafiava os adeptos do TT a percorrer determinados trilhos nos Pirinéus. Mas, devido a erros existentes no próprio road-book e à neve que cobria muitos cols (cumes), os oito aventureiros foram impedidos de cumprir alguns objectivos TT como, por exemplo, a subida ao col Bagneres de Bigorre.

Ao longo da viagem, passámos por cidades como Oloron, Bagneres, St Girons, Foix, Quillan, entre outras. A cidade que tive mais pena de não visitar foi Foix. Pelo que li e vi, mesmo que de longe, acredito que muito ficou por admirar em Foix: miradouros, lugares, castelos..., um dia voltarei lá para conhecer os cantos a Foix.
Um outro ponto bastante interessante nos Pirinéus é o Pic du Midi de Bigorre. A subida a este local é feita de teleférico. Desde que soube que teria a oportunidade de o visitar que um dilema instalou-se dentro de mim: a indecisão de dar crédito ao medo e ficar a ver os outros subirem ou enfrentar o medo e ir com eles. Não tive que tomar nenhuma decisão e a razão foi simples: nessa semana, penso que por questões de manutenção, o Pic du Midi de Bigorre estava fechado. Não sei se foi sorte ou um aviso, mas uma coisa parece certa, por aquilo que deu para «ver» através de binóculos (quase nada) e na Internet, vale mesmo muito a pena visitar. Quem não gostou muito foram os restantes companheiros que consideraram uma perda estar geograficamente tão perto e não poder «tocá-lo».

As inúmeras pistas que tivemos a oportunidade de percorrer não apresentaram grandes dificuldades. Contudo, quando alguma dificuldade apareceu accionaram-se as redutoras e «tudo o resto», afinal todos estavam ao volante de um 4x4, e, por isso, as dificuldades tornaram-se reduzidas. As imagens falam por si...





A única dificuldade persiste ainda hoje: a de não conseguir esquecer tão singulares momentos, tão belas paisagens... tão belos caminhos... tão belos cantos e encantos que os Pirinéus apresentam, mas como se vive muito bem com esta dificuldade... vale a viagem...

Aventura Continua...

Fotos Manuel Silva

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Não peças nada à vida...

... porque ela só dá o que quer, quando e como quer. Aprende antes a aceitar o que ela te dá... oferece. Nem que para isso tenhas que pagar com sorrisos... lágrimas.


E sorri...
... sorri para a vida porque ela também te sorri.
Sorri para a vida porque ela quer um sorriso teu; quer ver-te sorrir.


E chora...
... chora para a vida porque ela também chora.
Chora para a vida porque ela quer tuas lágrimas; quer ver-te chorar.


E assim é a vida...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Tudo em volta dos Pirinéus ... Parte II

... é definido e imposto pela cadeia montanhosa. Cada cidade/aldeia que se inscreve no espaço intrínseco deste cantinho, entre as montanhas plantado, é desenhada com contornos específicos e apresenta detalhes capazes de definirem com mais precisão a índole desta montanha.

Naquele «canto do mundo», não são as pessoas que fazem a sociedade, não são os habitantes que definem o seu contexto habitacional é antes uma montanha que, com os seus apanágios, consegue ditar como e em que circunstância se deve viver. As casas têm traços específicos de um lugar que se caracteriza pelo branco; telhados inclinados e negros, grandes vidraças e a presença da madeira dão mote à arquitectura habitacional. E mais uma vez a razão é o branco que cobre a aldeia, a cidade, a região... é a neve.




Não há dúvidas de que a neve, branca e cristalina, pela sua especificidade é uma variável que se impõe aos habitantes dos Pirinéus e a quem por lá passa. Mas, esta existe porque estão lá as montanhas com altitudes quase intocáveis. Quem as «sobe» parece que a qualquer momento vai poder tocar no céu. A altura é indescritível. Mas, não é só o branco que concede beleza aos Pirinéus. A paisagem mesmo quando coberta apenas pelo verde torna-se também muito bonita. Os campos cuidadosamente tratados revelam a dedicação e o cuidar das pessoas que ali vivem.


É impressionante como a natureza se impõe naquele espaço. Como tudo é pensado em relação aos Pirinéus. No mundo em que o homem tenta, a todo o custo, controlar tudo e todos, naquela «esfera terrena» é a natureza que se impõe e mostra o quanto é forte. A força vem do poder desta cadeia montanhosa que se impõe.
Aventura continua...
Fotos Manuel Silva

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Aventura nos Pirinéus – Parte I

Já lá vão mais de dois anos quando, eu e mais setes pessoas amigas, resolvemos partir à descoberta dos Pirinéus. A aventura foi feita ao volante de um 4x4 permitindo descobertas mais arrojadas. Agora... passar para o papel o que se viu e sentiu não é fácil, há lugares que só pessoalmente se conseguem sentir. Mas, mesmo assim, vou tentar.



Passear pelos Pirinéus, do lado Francês, é assistir ao confronto entre a natureza humana e a natureza no seu estado mais puro. O poder da paisagem montanhosa é visível, assim como a nossa pequenez fase a tão poderosa existência. Ao percorrer tão grandiosa cadeia montanhosa sente-se o poder da natureza.


Quando pisamos ou simplesmente observamos a cadeia montanhosa que forma os Pirinéus o confronto entre o singular e o plural parece querer impor-se quase como que um enigma. Quando olho para aquela cadeia montanhosa não consigo ver nem o fim nem o princípio da mesma. Parece que um ponto dá lugar a um outro ponto e outro e outro e quando olho vejo apenas uma montanha de tamanho infinito... sem início, nem fim. É como se uma erupção rompesse a terra e se instalasse nela sem pedir permissão para o fazer!





Cobertos de neve ou de um simples verde ou mesmo da combinação destas duas aparências, os Pirinéus impõem-se pela sua grandiosidade. Não é apenas uma questão de tamanho é também uma questão de beleza. Afinal nem tudo o que é grande é bonito e vice versa. Porém, a cadeia montanhosa que define os Pirinéus é grande em dimensão e em beleza.






Aventura continua ...

Fotos Manuel Silva

Apontamento sobre natalidade...



Originally uploaded by Sara Heinrichs (awfulsara)

O tema da natalidade está novamente na ordem do dia. A razão prende-se com o abono pré-natal. A medida é muito válida e fico satisfeita que seja colocada à disposição dos futuros pais mais uma ajuda que certamente encorajará alguns, mas não acho que vá resolver o problema da baixa natalidade em Portugal. Quem não conhece casais com situações económicas bastante estáveis que optam por ter apenas um filho? Existem outras razões que deveriam ser equacionadas e entre essas destaco quatro:
1) empregos precários - é a estabilidade no emprego que leva a outras atitudes, nomeadamente o de ser pai/mãe. Por exemplo, como se pode pensar em ser mãe/pai quando corremos o risco de ver o nosso filho crescer apenas ao fim-de-semana caso o nosso posto de trabalho seja deslocado para outra cidade?;
2) salários baixos - é o salário que alimenta um filho/uma família, que paga as contas mensais durante anos e anos, quando comparados com outros países europeus, estes são muito baixos;
3) a carreira profissional é cada vez mais exigente – que mulher activa pode passar cinco meses em casa? Redução de horário para amamentação, quem pode ter? Claro que é um direito e um direito importante, mas o trabalho não pára na empresa porque nasce uma criança. E a realização profissional é hoje muito importante para a mulher/homem;
4) ser mãe deixou de ser a única e principal realização de muitas mulheres, de muitos homens – hoje para se ser uma pessoa realizada não se tem obrigatoriamente que ter um filho. Há casais que não querem ter filhos, são felizes e estão no seu direito.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Todos os dias são dias de música, mas hoje é especial...

Hoje, comemora-se o Dia Mundial da Música. E por falar em música... quem não se lembra de nomes como Mozart, Bach, Beethoven, Strauss, entre muitos outros... são todos considerados grandes compositores... ainda hoje, as suas composições, encantam os ouvidos de milhares de pessoas... as suas obras não cansam.
A escolha de uma composição para partilhar convosco é difícil, mas acabei por escolher a que se segue... espero que apreciem...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Há momentos que ...

... verdadeiramente fazem-me sorrir...

- Uma boa massagem, num bom SPA;
- Um banho de imersão quente e demorado;
- Uma cama acabada de fazer com lençóis brancos e passados a ferro;
- Deitar-me e sentir o aconchego das almofadas e dos lençóis;
- Adormecer no escuro e acordar por mim, sem despertador.

Há mais, mas para já ficam estes...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Simplesmente o amor...

O amor é um sentimento nobre, mas estranho.
Um sentimento forte, duro...
É um sentimento impalpável, mas sentido...
Um sentimento quente, frio...
Aparentemente invisível, mas que se revela.
Um sentimento...
Todos o procuram, desconhecendo se será bom o encontrar.
Há quem diga que sim...
Há quem diga que não...
As opiniões divergem porque a vivência desse sentimento também diverge...
Há quem o viva algumas horas...
Alguns anos...
Toda a vida...
Há quem o procure e deseje, ardentemente, o viver.
Há quem o procure e deseje, ardentemente, nunca o ter vivido.
Mas, todos o querem sentir e podem crer que há quem diga que vale a pena...

(...)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Momentos em espaços públicos...

Estava tudo combinado: saída marcada para as 14h00 e o destino era a visita a uma exposição, no Museu de Arte Primitiva Moderna , em Guimarães. O percurso fez-se pela estrada nacional o que obrigou a uma paragem aqui e ali, sobretudo, por causa dos semáforos; a estrada nacional que liga Vila Nova de Famalicão e Guimarães está repleta de «rodinhas verdes e vermelhas»...
Chegámos a Guimarães e o parque foi a única opção para estacionar; os lugares ou estavam todos ocupados ou então pertenciam a magistrados... sim, os magistrados tinham um vasto número de lugares reservados para eles... como se costuma dizer «quem quer bom que o arranje».
Passo a passo chegámos ao Museu... bem... nem queríamos acreditar que estava fechado. Um cidadão, aqueles que estão sempre em todo o lado a apreciar o ambiente e sabem de tudo ou de nada... lá disse «ele deve estar aqui no café..., pois... o melhor é perguntarem ali no Turismo». Lá fomos. Parece que morreu uma pessoa chegada ao funcionário e ele foi para casa. Fomos ao Gabinete da Cultura da Câmara de Guimarães... mais uma vez a desculpa da morte «sabe como é são coisas que acontecem... não havia quem substituísse o funcionário, fecharam o Museu...». Ainda tentei dizer ao funcionário, com cara, no mínimo de aborrecido pela insistência, se não havia ninguém para abrir o Museu, justificando que tínhamos vindo de «longe» e de propósito... «não há, têm de voltar outro dia». Reparei que o funcionário começava a ficar com o rosto vermelho, mas segui em frente e lá o questionei sobre o encerramento do Museu ao Sábado e Domingo, todo o dia, «é... não há pessoal...». Ainda insisto e, delicadamente, sugiro que coloquem pessoal que está no fundo de desemprego ... «pois... exponha o assunto à Câmara». A conversa ficou por ali .... não vá o funcionário chamar a segurança para me colocar na rua e eu acabava por envergonhar quem simpaticamente me convidou, por isso, resolvo sair... O funcionário até pode não ter culpa, mas numa coisa teve: em não transparecer vontade para resolver, vontade de gostar de resolver...
E anda uma pessoa a querer ser culta num país que... palavras para quê...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Frases que ensinam...

«... frequentemente não conseguimos dizer o que queremos, mas isso, em vez de devolver-nos ao silêncio, deveria fortalecer-nos na luta pela expressão. Não temos de calar pelo facto de ainda não pensarmos com a clareza suficiente; esforçando-nos por falar, talvez cheguemos a pensar com clareza. As coisas esclarecem-se falando; é falando que a gente se entende e é falando que qualquer relação pessoal começa Quando com a fala se intercalam os silêncios, talvez estejamos, no máximo, a chegar às portas do amor; o amor arranca as palavras e transforma-as em canção. Raramente a palavra é o suporte da razão, mas o que é certo é que o silêncio oculta sempre confusão.».
Ignacio Sotelo, in Deus e fé – Razões do Crente e do Não Crente, pp. 86-87

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Foi só pedalar e voltar a pedalar

Colocadas as malas, juntamente com as bicicletas, na mala do carro estava dado o mote para um fim-de-semana dedicado à pedalada. A saída deu-se ao fim do dia de sexta-feira e o destino foi Mira. Já instalados (éramos quatro) nas respectivas habitações, seguiu-se uma visita à «feira» gastronómica a decorrer na praia de Mira com a intenção de jantar. Mas, o aglomerado de pessoas era tal que acabámos sentados à mesa de uma pizzaria.

No Sábado, cada um montou na sua bicicleta e pedalámos em direcção às ciclovias de Mira. Estas estão bem assinaladas e cruzam-se, o que torna mais fáceis os percursos. A Rota da Grandaresa foi a primeira ciclovia que fizemos. Entre uma paisagem calma e serena e, várias vezes, ao som dos «cânticos» dos pássaros deixámo-nos pedalar. Uma paragem aqui e outra ali, para a respectiva observação da paisagem e da passarada animou a manhã. Acabámos por «desaguar» na Praia de Mira. Após duas de treta, apanhámos a direcção que nos levou à Rota das Lagoas. Durante o percurso o barulho no estômago e uma mesa bem à sombra levou-nos a parar e a matar a «fomeca».





A tarde foi mais longa e mais puxada. Continuámos a Rota das Lagoas e apanhámos a dos Moinhos. O bom estado das ciclovias facilitou uma boa pedalada acompanhada, na maior parte das vezes, por agradáveis conversas. Mas, se não há festa de aniversário ou de casamento sem bolo, arraial sem foguetes também não há pedalada sem furo, por isso, eis que o furo marcou presença. Ora ao ser avisada de que a roda traseira da minha bicicleta estava furada nem quis acreditar, mas o pessoal não desmoralizou. Comprovado que era necessário repará-lo, parou-se e escolheu-se um local. O furo foi mais ao menos resolvido assim: «sacou-se» o pneu à bicicleta, retirou-se a câmara-de-ar, encheu-se a dita câmara, identificou-se o local do furo, raspou-se o local do furo, aplicou-se cola, que secou durante um bocado, aplicou-se um «remendo», introduziu-se a câmara-de-ar no devido lugar, encheu-se o pneu, colocou-se o pneu no respectiva bicicleta e a pedalada continuou. Viram agora porque é importante saber reparar furos e transportar o material necessário? Por lá, o pessoal só não viu como sentiu na pele.






Percorridas as ciclovias e com o anoitecer cada vez mais próximo, pedalámos em direcção ao local onde estávamos hospedados. Deu ainda para apreciar e tirar fotos ao pôr-do-sol. Quando demos por terminada a pedalada contaram-se 44 quilómetros... aquilo é que foi pedalar..., mas fez-se bem e o dia foi muito agradável. Valeu tanto a pedalada que um regresso não está colocado de parte. Quando der, façam o mesmo, não só é saudável, como é diferente e agradável. Acreditem que vale a pena.