terça-feira, 30 de dezembro de 2008

...

Há palavras que dão outras palavras.
Há palavras que matam.
Há palavras que dão vida.
É por isso, como diz Philippe Breton, que a palavra «...merece, ao menos, um elogio».
Gosto de ler as suas palavras, Pedro. Inspirado aqui

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal

Outro natal,
Outra comprida noite
De consoada
Fria,
Vazia,
Bonita só de ser imaginada.
Que fique dela, ao menos,
Mais um poema breve
Recitado
Pela neve
A cair, ao de leve,
No telhado.
Miguel Torga, Antologia Poética

domingo, 14 de dezembro de 2008

...

Abraça-me com furor. Beija-me com paixão. Acaricia-me com ternura. Ama-me... o resto não importa... a natureza fará o resto.


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Passagens soltas de uma vida V

Quando parece que nada pode piorar... tropeça-se. Não se está prevenido e o inevitável acontece. As lágrimas são agora intensas. Surge um dado novo. Queria-se? Sim. Mas não naquele momento. Não se sabe que decisão tomar. Que direcção tomar. Mas não é preciso decidir. A natureza da vida encarrega-se de tomar a decisão. A natureza mostra o seu lado duro... dá resposta à indecisão... a semente morre sem nunca nascer...



Lesvos, originally uploaded by Ainav...

domingo, 28 de setembro de 2008

Cerca das quatro da manhã...

... entra-se na urgência do hospital público de Vila Nova de Famalicão. Atendendo à hora, espanta o facto da urgência estar cheia. Feita a triagem. Resta esperar, na sala de espera da urgência, que o médico chame. O tempo passa e não se houve nada... o silêncio impera até que alguém decide quebrá-lo: - «estou aqui há mais de uma hora. O médico não vem???». Descobre-se a razão... o médico está a dormir. Pai e mãe olham-se e tomam a decisão: - «pode fechar a ficha da nossa filha. Estamos cá há 10 minutos e há pessoas que estão há uma hora... nem queremos imaginar quanto tempo vamos ter de esperar para a nossa filha ser atendida... vamos para o hospital privado....»

(...)

Chega-se ao hospital privado. Está vazio. Faz-se a ficha. O médico também parece estar a dormir. Mas... nem cinco minutos já está na urgência. A filha é atendida. Faz-se o diagnóstico. Aplica-se a terapêutica. Tudo resolvido. Paga-se e volta-se para casa.

(...)

No dia seguinte comenta-se a situação entre familiares e alguém diz; pois... você teve dinheiro para ir ao privado e quem não tem? Responde-se: tem que se poupar para ter dinheiro para ir ao privado. Caso não se tenha? Morre-se.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Passagens soltas de uma vida IV

Comemora-se o primeiro ano de união. O segundo. O terceiro. Mas a rosa murcha... muda de cor... Aos poucos instala-se um clima de vazio no dia-a-dia. Não se tem objectivos em comum.!? Um só dá lugar a dois... não se sabe porquê. Procuram-se respostas e elas não aparecem. O relacionamento já não é o que era. Desenham-se razões no horizonte da falta de chama acesa no relacionamento. Não se querem ver essas razões... muito menos senti-las.



Endless nature beauty, originally uploaded by Ainav...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Passagens soltas de uma vida III

As promessas foram feitas: fidelidade... amor... em todos os momentos da vida. Eram um só. Um casal. Uma família. Tudo parecia claro. O clima de bem estar instalou-se. A paixão continuava acesa... o amor era certeza... o amor dava vida à vida... vivia-se uma relação repleta de vida... vivia-se uma nova vida; novas responsabilidades. Novas exigências. Novos desafios. E assim se caminhava pelos caminhos da vida...



without destination, originally uploaded by Ainav...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Passagens soltas de uma vida II

Entre paixão... loucura... atracção... desejo... o amor implantou-se e com ele a certeza de quererem viver juntos. Não era preciso qualquer assinatura num qualquer tipo de papel. Nenhuma assinatura era mais verdadeira... mais real... mais genuína do que a expressão física e verbal do desejo de quererem viver juntos. Tomam-se medidas nesse sentido. Encontra-se a casa e a decisão é tomada: acordar no dia um de Janeiro de 2004 juntos... Começava naquele dia um longo caminho a dois...



Douro by train, originally uploaded by flickring Nemo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Passagens soltas de uma vida I

Conhecem-se num período, diz quem sabe, controverso: o da adolescência. Quis a vida que a presença física fosse constante. Com mais ou menos cruzamentos, a vida encarregou-se de os juntar. Ou eles encarregaram-se que a vida os juntasse. Eram jovens. Bonitos. Realizados.
Surgiu a chama da paixão e com ela o namoro. Quanto mais velhos mais juntos. Quantos mais anos somavam de relacionamento mais juntos se sentiam.


(...)



Come away ..., originally uploaded by Piedade Pinheiro.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

(...)

Letra a letra formo uma palavra
Palavra a palavra crio uma frase
Frase a frase construo um texto
Texto a texto redijo uma história
História a históra conto uma vida

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

-Estás de regresso?

- Não. Eu nunca regresso aos lugares de onde nunca parti.
(...)
- Mas, não tens andado por aqui... não escreves há muito tempo...
- O silêncio foi a escrita destes últimos tempos...
(...)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

terça-feira, 22 de abril de 2008

Caminho leve...,

... levemente como que procurando o que pedi.
Caminho leve...,
... levemente como que esperando uma resposta ao que pedi...

terça-feira, 15 de abril de 2008

(...)

Quis a vida que abandonasse o sonho
E...
Desde então outro procurei

(...)

Quis a vida que não o encontrasse
E...
Desde então morro aos poucos

(...)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

Encolhida...

Quero deitar-me ao comprimo. Esticar o corpo para o encolher de seguida. Adormecer ao relento. Onde? Na praia. Sem relógio, nem regras. Apenas a natureza se encarregará de me acordar quando e como quiser. Até lá... bem... até lá quero dormir encolhida.

Praias de Gaia ao por-do-sol, originally uploaded by Luís Bravo.

domingo, 6 de abril de 2008

Coisas...

Não o consigo segurar. Foge-me por entre os dedos. Quero controla-lo e não consigo. Estabeleço pactos de colaboração, mas ele prega-me partidas. Dependo dele, mas ele não depende de mim. Será? Quando quero que ele passe à velocidade do vento, finge não perceber. Quando quero que ele seja lento como uma lesma, finge não entender. Preciso de ti. Dos teus segundos. Dos teus minutos. Das tuas horas.. mas o tempo passa... passa e não o consigo agarrar. Como é complicado gerir o tempo.

4, originally uploaded by flickring Nemo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

...

O que tens em teu rosto?
São lágrimas, senhor,... são lágrimas.
Porquê essas lágrimas?
Saudade, senhor,... saudade.

(...)

domingo, 30 de março de 2008

Porque me apetece...

Hoje... apetece-me ver o mar. O céu escuro. Não quero sol. Quero chuva, vento e trovoada. Não quero bom tempo. Quero tempestade. Apetece-me ver o mar bravo. Apetece-me ver, sentir a rebeldia das ondas... hoje... hoje apetece-me ser, mas não posso... mas apetece-me ser uma onda.



Rainy days at the beach, originally uploaded by flickring Nemo.

sábado, 15 de março de 2008

Basta Querer...

No teu olhar existe
Cansaço de uma vida
No teu olhar existem
Sinais de uma noite mal dormida
No teu olhar existe
Rendição à morte
...

No teu rosto existe
Inclinação para a solidão
No teu rosto existe
Tristeza
Amargura
Solidão
Entrega à dor
...

Nas tuas mãos existe
Uma janela aberta para o mundo
Nas tuas mãos existe
A oportunidade de o ver... basta querer...
...




The long wait, originally uploaded by .rui. ohcaptain.


segunda-feira, 3 de março de 2008

Assim quero ficar

Abraçamos o mundo... o teu... o meu... agora nosso mundo.
Penetramos a alma... a tua... a minha... agora a nossa alma.
Unimo-nos... tu és meu... eu sou tua... agora somos um só.
Um só, mas não estamos sós... tu estás comigo... eu contigo... agora estamos juntos.
Juntos e nada mais importa... assim quero ficar... de olhar penetrante... abraço apertado... beijo escaldante... assim quero ficar... assim quero ficar...

Entrelaçados, originally uploaded by L de Luis.

sábado, 1 de março de 2008

Bom Fim-de-Semana


Serralves em Festa - VIII, originally uploaded by flickring Nemo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Ela está próxima...

Primeiro vem a tristeza... depois a queda... depois a morte... e depois... a ressurreição. Nesse momento nasce-se para a vida. A vida nasce para a vida... assim se nasce de novo... assim se vive.




Just a beatiful garden..., originally uploaded by FrecKles:).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Momentos que ensinam...

Deixo-me levar até ao cimo das escadas ao sabor de duas de treta, entre um e outro cigarro. Nada fazia prever, mas o encontro acontece. Trocam-se palavras não ouvidas há várias anos. Revelam-se situações públicas de uma vida. O convite acontece como que por magia... a admiração instala-se. Aprendem-se lições: a hora certa no lugar certo faz a ocasião... quem não é visto não é lembrado... é na rua que estão muitas das soluções de uma vida. Saiam.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Segura...

... a minha mão, por favor segura. Segura-a com firmeza... com determinação... convicção... nem que seja por um instante, mas segura-a.




Gestos, originally uploaded by mafiland.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O céu...

...está escuro. Muito escuro. Não vejo estrelas. Não vejo a lua.
A noite...
... está escura. Muito escura. Não vejo as pedras no caminho e... e... e caio. Caio uma... caio duas... caio muitas vezes.
Não tenho mais força para me levantar. Não tenho...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mar...

A água fria bate forte nos tornozelos... nas pernas frágeis que sustentam um corpo débil... agora marcado pela dor de uma vida... são as ondas fortes daquele mar salgado que outrora levou do mundo muitas das vidas que do mar se serviram. Daquele mar salgado tirou-se muito do peixe que alimentou... alimenta a vida de muitas vidas... ai mar... tens tanto de terno como de forte... tanto de sereno como de raiva... mas és tão belo ó mar salgado... és fonte de dores... alegrias... raivas... ninguém te fica indiferente e talvez por isso um dia Fernando Pessoa escreveu:


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.



The weight of life, originally uploaded by FrecKles:).

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Ama-se...

... e pronto. Não têm que haver razões... nem porquês... nem explicações. Tem que haver sentimento. Por isso, não há que discutir. Ama-se e pronto.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Para quem...

... sorri a criança?
Para a máquina fotográfica?
Não.
Para o fotógrafo?
Não.
Então para quem?
Para a vida que ela acredita estar para além da objectiva da máquina fotográfica.
E que bom é acreditar...



Serralves em Festa - II, originally uploaded by flickring Nemo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

De olhos...

... postos no céu espero que apareça o arco-íris... quem sabe o olhar se torne colorido.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Bom Fim-de-Semana


Carnival joy, originally uploaded by flickring Nemo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Tristeza versus Alegria IV

E como fazer para vivermos mais alegrias que tristezas? Não há formula definida. Existem algumas sugestões: olhar para o lado positivo das coisas... dos acontecimentos... da vida; acreditar fielmente que o dia de amanhã será melhor; procurar o que existe de melhor em nós e nas pessoas que estão ao nosso redor; acreditar que podemos fazer sempre mais e melhor por nós e pelos outros; não ter medo de voltar a apostar no caminho que nos fez sofrer; não ter medo de enfrentar os medos... os receios... a vida. Porque a vida é bela e mais bela fica quando sorrimos, quando acreditamos nela. E... e nada melhor que «apanhar boleia» de quem um dia Fernando Pessoa definiu como «o melhor do mundo são as crianças». Vou tentar... e deixo o convite para também vocês tentarem...



Street rider, originally uploaded by .rui. ohcaptain.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Tristeza versus Alegria III

Avançamos em direcção ao futuro. Muitas vezes sem termos noção de como o fazer. Como será esse futuro. Mas avançamos. Estudamos. Formamo-nos. Trabalhamos. Buscamos o amor. Procuramos amigos. Procuramos a vida. Nessa busca há momentos pretos e brancos, também cinzentos. Mas há momentos. E se há momentos há vida. Sorrimos mais hoje, menos amanhã. Mas sorrimos. Vivemos uns dias mais felizes, outros menos. Mas vivemos. O importante é seguir a luz.

(continua)



Perspectiva luminosa..., originally uploaded by P A S.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Tristeza versus Alegria II

A tendência para falar dos momentos tristes sobrepõe-se, na maior parte das vezes, aos de alegria; não devia de ser, mas muitas vezes é. Faz parte da vida. E da vida fazem parte alegrias e tristezas... promessas e concretizações... forças e fraquezas... sorrisos e lágrimas. Diariamente, tentamos fintar os caminhos da tristeza como fazemos com os da morte. É nesse fintar que acabamos por encontrar o caminho e avançar.
(continua)



Praia da Figueira, originally uploaded by flickring Nemo.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Tristeza versus Alegria I

Sentimentos como a tristeza e a alegria caminham de mãos dadas, mas nunca se revelam em simultâneo. Um sentimento sucede ao outro. Depois da tristeza chega a alegria. Depois da alegria vem a tristeza. A duração de qualquer um deles é variável, mas fica sempre a sensação de que os períodos de tristeza duram mais que os da alegria; as tristezas abrem feridas que podem demorar muito a cicatrizar. Às vezes duram anos. Às vezes acompanham-nos até à morte.

(continua)




drawings on the ground, originally uploaded by Ainav...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O choro...

...é molhado... sim... é molhado o choro... mas, a continuar assim ficará seco... mas, agora é molhado...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Regressos

Temos tendência de voltar aos lugares de onde um dia partimos... volta-se pela necessidade... pelo desejo... pela saudade. Por várias razões, mas uma é normalmente mais forte que outra. Volta-se para ver e rever os lugares... as pessoas... cheirar os odores próprios daquele lugar... sentir o frio, o calor de um lugar que um dia foi nosso... será ainda nosso? É importante regressar, mais importante é regressar com vontade mesmo que seja por breves instantes... e assim se fazem muitos regressos...



Imagem de Pereira Lopes em www.olhares.com

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Procuro-te...

... por todo o lado. Por iniciativa própria ou como resposta. Procuro e volto a procurar. Onde andas que não te encontro? Onde andas???... diz-me que vou ter contigo...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Dedicatória

Nem o mel é tão doce quanto os teus lábios... os teus beijos
Nem o algodão tão puro quanto a tua alma
Nem a seda tão suave quanto a tua pele
Nem o ouro tão valioso quanto a tua presença
Nem o diamante tão eterno como tu
Só tu... só tu... és eterno
...
Sim... estou a falar de ti meu amor
Sim... estou a falar para ti meu amor

sábado, 19 de janeiro de 2008

33 anos...

... sim... faz 33 anos...
Entre lágrimas de dor e de alegria
Minha mãe trazia-me ao mundo
Cresci...
Como cresci...
Queria?
Sim... quando tinha visão romântica do mundo
Hoje?
Hoje queria ficar para sempre criança
A criança está dentro de ti?
Sim... está... mas não a posso viver com a mesma liberdade
Triste?
Não... feliz por estar aqui e sentir-vos comigo...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Momentos «vestidos» de branco...

Já visitei a Serra da Estrela várias vezes. O facto de ter uns tios simpáticos que emprestam a chave da casa que têm para aqueles lados facilita a visita, a estadia. Por isso, já vi a Serra da Estrela «vestida» de várias cores. Coberta por diferentes luzes e com distintas caras; não consigo dizer qual a mais bonita, mas posso tentar descrever um dos momentos mais marcantes que passei naquela Serra: um dia tentei subir até à torre e quanto mais subia mais nevava... sim, nevava... nevava... como nevava... a dado momento não se conseguiu subir mais.





Saí do carro e entreguei-me à força da natureza... deixei-me levar por aquele branco... escorreguei na neve... caí na neve... tentei apanhá-la e não consegui... ri... ri muito... muitíssimo. Foram momentos únicos. Belos. Irrepetíveis. Um menino com cinco anos «mergulhava» na neve e gritava: «... isto é que é vida...». Ainda hoje rio só de pensar naquele momento... naqueles momentos... há momentos que pela sua singularidade tornam-se míticos. Aquele é um desses momentos. As imagens falam por si...






Fotos: Manuel Silva

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Está confirmado...

... preciso de uma peça de roupa singular... que espelhe a minha personalidade... os meus gostos. Valho-me de uma amiga, designer de moda: Abrunhosa... Ana Abrunhosa (às vezes dou gosto ao dedo lá no blog dela, só às vezes...).

Com risos recebe-me... ela sabe que gosto de moda... passo os olhos pelas peças que tem no seu elegante ateliê... adoro aquele espaço... aquele lugar... é lindo... respira-se beleza... vale uma visita, acreditem... chega a hora de vestir... visto e revisto peça a peça... rio muito... divirto-me... quem diz o contrário? É porque nunca experimentou... da cinta para cima está escolhido... falta para baixo...

Ana Abrunhosa usa o seu singular talento e de lápis na mão com dois traços apenas desenha a peça que fará conjunto com a de cima... cor???... acerta-se o tom verde... faço a primeira prova... cinco estrelas... o sorriso é de «vaidosa contente»... sinto-me elegante... penso... bota alta... dois toques de maquilhagem e cabelo solto... pronto... estou pronta... que chegue o dia da festa... farei sucesso???... a imagem fala por si... deixas-me sempre tão bonita... tão segura... obrigada Abrunhosa... Ana Abrunhosa...


Houve outro momento...



E ainda outros...





Bem... houve mais, mas ficam para depois... até lá podem ver em Ana Abrunhosa Portofólio ou no blog Ana Abrunhosa.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O silêncio grita....

... quando o silêncio acontece... é no silêncio que as palavras falam... que o gesto aparece... que as acções se exprimem... que a vida é verbo...
Palavras para quê?
É hora de silêncio... SHHH... SHHh.... SHhh.... Shhh... .shhh.... shhh....


Shhh
Originally uploaded by .rui. aka ohcaptain

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Janela ....

A janela... sim... foi daquela janela hoje fechada, mas outrora aberta para o mundo, que esperava ver o teu vulto... a tua pessoa... daquela janela gritei ao mundo para me devolver vivo aquele que um dia as armas chamaram... daquela janela implorei... rezei aos céus para te trazerem para junto de mim.... mas um dia... um dia as notícias chegaram... mas... mas as notícias não falavam de vida... nesse dia a janela fechou-se... aquela maldita guerra arrancou-te de mim...



Imagem de Maria José Amorim em www.olhares.com

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Naquele quarto...

... agora vazio... foi cheio de vida... viveu-se a ternura de uma vida. Amou-se... odiou-se... houve risos... houve lágrimas.
Naquele quarto...
... agora vazio... viveu-se um amor... deu-se vida ao amor... afundaram-se as tristezas... enalteceram-se as alegrias.
Naquele quarto...
... agora vazio... sentiram-se as dores de parto... nasceram sete filhos... um morreu no parto... outro uma semana depois.
Naquele quarto...
...agora vazio... alimentaram-se cinco crianças... criaram-se cinco vidas...
Naquele quarto...
...agora vazio... houve o pior dos males.... a doença arrancou a vida.
Naquele quarto... sim... naquele quarto...
... agora vazio... entre lágrimas e sorrisos viveu-se...


Imagem de Maria José Amorim em www.olhares.com

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Sonhos...

"Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação a portas fechadas, e às escuras, retrata
a vida e a alma de cada um, com as cores das suas acções, dos seus propósitos e dos seus desejos."
Padre Vieira, nos Sermões de São Francisco Xavier Dormindo