quarta-feira, 31 de outubro de 2007

terça-feira, 30 de outubro de 2007

E, por último, o melhor...

.... foi mesmo o convívio, as brincadeiras na neve, os almoços, os jantares, as conversas... enfim a descoberta, em grupo, de um «mundo» para todos desconhecido.

Houve tempo para tudo até para nos enterrarmos na neve. Como «fazer TT» na neve não se revelou fácil, as aventuras foram menos arriscadas, mas nem por isso menos divertidas.



Também deu tempo para fotografar. Era só clik, clik, clik...; máquinas digitais têm essa vantagem: clik muito e custo nenhum. Quando se regressou à casa o pior foi mesmo conseguir ter tempo para ver todas as fotos... eram muitíssimas.

E claro está também deu tempo para «piquenicar», bem no meio dos Pirinéus. Pode-se dizer que durante esta aventura comeu-se bem e bebeu-se ainda melhor. Não faltou nada. Ao almoço fazia-se uma refeição ligeira; o pessoal tinha que conduzir. À noite foi desde de carne estufada, massa com atum e cogumelos... E se houve comida também houve bebida. E que bebida... foi vinho, sangria...champanhe ... aliás o champanhe marcou praticamente sempre presença... afinal todos os dias foram dias de comemoração... a tudo isto juntaram-se boas e animadas conversas.




A grande noite deu-se no jantar de despedida. Essa noite teve lugar num restaurante em Andorra e fomos servidos por portugueses. Comeu-se e bebeu-se com elevada qualidade. A noite, à semelhança das anteriores, terminou num dos quartos do hotel a comemorar...claro está com champanhe.

Foi bom. Foi muito bom. Quero mais e acho que os meus amigos aventureiros também. É difícil contar tudo aquilo que se viveu. Sabem bem viagens assim; com pessoas primorosas e paisagens/lugares singulares.

Foram sete belos dias que rapidamente terminaram. Foi pouco, mas como diz Fernando Pessoa tudo vale a pena quando a alma não é pequena. E valeu mesmo muito a pena porque a alma dos oito aventureiros pode ser tudo menos pequena...

Aventura termina aqui... já sinto saudades... até à próxima.

Fotos Manuel Silva

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Há momentos que...

... verdadeiramente impedem-me de sorrir...

Levantar-me de manhã e ter que fazer, porque tem que ser, as tarefas domésticas:
- Limpar a casa de banho;
- Aspirar a casa e limpar o pó;
- Preparar o almoço/jantar e arrumar a cozinha;
- Passar a roupa ferro e colocá-la no sítio;
- Sentar-me no sofá e saber que daqui a algumas horas tudo se repete novamente... ou pior... eternamente...

Há mais, mas para já ficam estes...


Imagem: Hélder Mendes em www.olhares.com

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Ainda os caminhos do Amor...


Imagem: Luna em www.olhares.com

O amor é como o vento... bate leve... bate forte... pode demorar o seu tempo... mas, bate. E quando bate os efeitos são imprevisíveis... cometem-se as maiores loucuras.

Dizem por aí que já não se ama como antigamente... não se beija como antigamente... não se deseja como outrora... o amor não vem de dentro... não se vive com sentimento... com entusiasmo... com um querer bem querer a alguém... ama-se sem sentir amor.

Pergunta-se por aí... porque o amor perturba a razão? Porque amamos quando devemos repudiar? Porque desejamos quando devemos recusar? Porque amamos o proibido? Porque queremos amar? Porque precisamos de amar? Porque amamos amar?

Dizem por aí... amor... amor... palavra simples e complexa... leve e pesada... pode fazer sorrir ou chorar.... ao mesmo tempo pode levar à dor... à tristeza... ao ódio... à escuridão... às trevas.

Mas também dizem por aí que o amor nos devolve à vida... nos dá luz... esperança... força... ânimo... amor que é amor devia ser vida e nunca morte... ser luz e nunca escuridão... ser alegria e nunca tristeza... mas o amor é traiçoeiro... mas o amor é .... quem o vive sabe...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Entre os objectivos da viagem... - Parte III

... encontrava-se a esperança de conseguir fazer as pistas de um road-book da revista Autoaventura 4x4. Este road-book desafiava os adeptos do TT a percorrer determinados trilhos nos Pirinéus. Mas, devido a erros existentes no próprio road-book e à neve que cobria muitos cols (cumes), os oito aventureiros foram impedidos de cumprir alguns objectivos TT como, por exemplo, a subida ao col Bagneres de Bigorre.

Ao longo da viagem, passámos por cidades como Oloron, Bagneres, St Girons, Foix, Quillan, entre outras. A cidade que tive mais pena de não visitar foi Foix. Pelo que li e vi, mesmo que de longe, acredito que muito ficou por admirar em Foix: miradouros, lugares, castelos..., um dia voltarei lá para conhecer os cantos a Foix.
Um outro ponto bastante interessante nos Pirinéus é o Pic du Midi de Bigorre. A subida a este local é feita de teleférico. Desde que soube que teria a oportunidade de o visitar que um dilema instalou-se dentro de mim: a indecisão de dar crédito ao medo e ficar a ver os outros subirem ou enfrentar o medo e ir com eles. Não tive que tomar nenhuma decisão e a razão foi simples: nessa semana, penso que por questões de manutenção, o Pic du Midi de Bigorre estava fechado. Não sei se foi sorte ou um aviso, mas uma coisa parece certa, por aquilo que deu para «ver» através de binóculos (quase nada) e na Internet, vale mesmo muito a pena visitar. Quem não gostou muito foram os restantes companheiros que consideraram uma perda estar geograficamente tão perto e não poder «tocá-lo».

As inúmeras pistas que tivemos a oportunidade de percorrer não apresentaram grandes dificuldades. Contudo, quando alguma dificuldade apareceu accionaram-se as redutoras e «tudo o resto», afinal todos estavam ao volante de um 4x4, e, por isso, as dificuldades tornaram-se reduzidas. As imagens falam por si...





A única dificuldade persiste ainda hoje: a de não conseguir esquecer tão singulares momentos, tão belas paisagens... tão belos caminhos... tão belos cantos e encantos que os Pirinéus apresentam, mas como se vive muito bem com esta dificuldade... vale a viagem...

Aventura Continua...

Fotos Manuel Silva

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Não peças nada à vida...

... porque ela só dá o que quer, quando e como quer. Aprende antes a aceitar o que ela te dá... oferece. Nem que para isso tenhas que pagar com sorrisos... lágrimas.


E sorri...
... sorri para a vida porque ela também te sorri.
Sorri para a vida porque ela quer um sorriso teu; quer ver-te sorrir.


E chora...
... chora para a vida porque ela também chora.
Chora para a vida porque ela quer tuas lágrimas; quer ver-te chorar.


E assim é a vida...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Tudo em volta dos Pirinéus ... Parte II

... é definido e imposto pela cadeia montanhosa. Cada cidade/aldeia que se inscreve no espaço intrínseco deste cantinho, entre as montanhas plantado, é desenhada com contornos específicos e apresenta detalhes capazes de definirem com mais precisão a índole desta montanha.

Naquele «canto do mundo», não são as pessoas que fazem a sociedade, não são os habitantes que definem o seu contexto habitacional é antes uma montanha que, com os seus apanágios, consegue ditar como e em que circunstância se deve viver. As casas têm traços específicos de um lugar que se caracteriza pelo branco; telhados inclinados e negros, grandes vidraças e a presença da madeira dão mote à arquitectura habitacional. E mais uma vez a razão é o branco que cobre a aldeia, a cidade, a região... é a neve.




Não há dúvidas de que a neve, branca e cristalina, pela sua especificidade é uma variável que se impõe aos habitantes dos Pirinéus e a quem por lá passa. Mas, esta existe porque estão lá as montanhas com altitudes quase intocáveis. Quem as «sobe» parece que a qualquer momento vai poder tocar no céu. A altura é indescritível. Mas, não é só o branco que concede beleza aos Pirinéus. A paisagem mesmo quando coberta apenas pelo verde torna-se também muito bonita. Os campos cuidadosamente tratados revelam a dedicação e o cuidar das pessoas que ali vivem.


É impressionante como a natureza se impõe naquele espaço. Como tudo é pensado em relação aos Pirinéus. No mundo em que o homem tenta, a todo o custo, controlar tudo e todos, naquela «esfera terrena» é a natureza que se impõe e mostra o quanto é forte. A força vem do poder desta cadeia montanhosa que se impõe.
Aventura continua...
Fotos Manuel Silva

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Aventura nos Pirinéus – Parte I

Já lá vão mais de dois anos quando, eu e mais setes pessoas amigas, resolvemos partir à descoberta dos Pirinéus. A aventura foi feita ao volante de um 4x4 permitindo descobertas mais arrojadas. Agora... passar para o papel o que se viu e sentiu não é fácil, há lugares que só pessoalmente se conseguem sentir. Mas, mesmo assim, vou tentar.



Passear pelos Pirinéus, do lado Francês, é assistir ao confronto entre a natureza humana e a natureza no seu estado mais puro. O poder da paisagem montanhosa é visível, assim como a nossa pequenez fase a tão poderosa existência. Ao percorrer tão grandiosa cadeia montanhosa sente-se o poder da natureza.


Quando pisamos ou simplesmente observamos a cadeia montanhosa que forma os Pirinéus o confronto entre o singular e o plural parece querer impor-se quase como que um enigma. Quando olho para aquela cadeia montanhosa não consigo ver nem o fim nem o princípio da mesma. Parece que um ponto dá lugar a um outro ponto e outro e outro e quando olho vejo apenas uma montanha de tamanho infinito... sem início, nem fim. É como se uma erupção rompesse a terra e se instalasse nela sem pedir permissão para o fazer!





Cobertos de neve ou de um simples verde ou mesmo da combinação destas duas aparências, os Pirinéus impõem-se pela sua grandiosidade. Não é apenas uma questão de tamanho é também uma questão de beleza. Afinal nem tudo o que é grande é bonito e vice versa. Porém, a cadeia montanhosa que define os Pirinéus é grande em dimensão e em beleza.






Aventura continua ...

Fotos Manuel Silva

Apontamento sobre natalidade...



Originally uploaded by Sara Heinrichs (awfulsara)

O tema da natalidade está novamente na ordem do dia. A razão prende-se com o abono pré-natal. A medida é muito válida e fico satisfeita que seja colocada à disposição dos futuros pais mais uma ajuda que certamente encorajará alguns, mas não acho que vá resolver o problema da baixa natalidade em Portugal. Quem não conhece casais com situações económicas bastante estáveis que optam por ter apenas um filho? Existem outras razões que deveriam ser equacionadas e entre essas destaco quatro:
1) empregos precários - é a estabilidade no emprego que leva a outras atitudes, nomeadamente o de ser pai/mãe. Por exemplo, como se pode pensar em ser mãe/pai quando corremos o risco de ver o nosso filho crescer apenas ao fim-de-semana caso o nosso posto de trabalho seja deslocado para outra cidade?;
2) salários baixos - é o salário que alimenta um filho/uma família, que paga as contas mensais durante anos e anos, quando comparados com outros países europeus, estes são muito baixos;
3) a carreira profissional é cada vez mais exigente – que mulher activa pode passar cinco meses em casa? Redução de horário para amamentação, quem pode ter? Claro que é um direito e um direito importante, mas o trabalho não pára na empresa porque nasce uma criança. E a realização profissional é hoje muito importante para a mulher/homem;
4) ser mãe deixou de ser a única e principal realização de muitas mulheres, de muitos homens – hoje para se ser uma pessoa realizada não se tem obrigatoriamente que ter um filho. Há casais que não querem ter filhos, são felizes e estão no seu direito.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Todos os dias são dias de música, mas hoje é especial...

Hoje, comemora-se o Dia Mundial da Música. E por falar em música... quem não se lembra de nomes como Mozart, Bach, Beethoven, Strauss, entre muitos outros... são todos considerados grandes compositores... ainda hoje, as suas composições, encantam os ouvidos de milhares de pessoas... as suas obras não cansam.
A escolha de uma composição para partilhar convosco é difícil, mas acabei por escolher a que se segue... espero que apreciem...