Momentos em espaços públicos...
Estava tudo combinado: saída marcada para as 14h00 e o destino era a visita a uma exposição, no Museu de Arte Primitiva Moderna , em Guimarães. O percurso fez-se pela estrada nacional o que obrigou a uma paragem aqui e ali, sobretudo, por causa dos semáforos; a estrada nacional que liga Vila Nova de Famalicão e Guimarães está repleta de «rodinhas verdes e vermelhas»...
Chegámos a Guimarães e o parque foi a única opção para estacionar; os lugares ou estavam todos ocupados ou então pertenciam a magistrados... sim, os magistrados tinham um vasto número de lugares reservados para eles... como se costuma dizer «quem quer bom que o arranje».
Passo a passo chegámos ao Museu... bem... nem queríamos acreditar que estava fechado. Um cidadão, aqueles que estão sempre em todo o lado a apreciar o ambiente e sabem de tudo ou de nada... lá disse «ele deve estar aqui no café..., pois... o melhor é perguntarem ali no Turismo». Lá fomos. Parece que morreu uma pessoa chegada ao funcionário e ele foi para casa. Fomos ao Gabinete da Cultura da Câmara de Guimarães... mais uma vez a desculpa da morte «sabe como é são coisas que acontecem... não havia quem substituísse o funcionário, fecharam o Museu...». Ainda tentei dizer ao funcionário, com cara, no mínimo de aborrecido pela insistência, se não havia ninguém para abrir o Museu, justificando que tínhamos vindo de «longe» e de propósito... «não há, têm de voltar outro dia». Reparei que o funcionário começava a ficar com o rosto vermelho, mas segui em frente e lá o questionei sobre o encerramento do Museu ao Sábado e Domingo, todo o dia, «é... não há pessoal...». Ainda insisto e, delicadamente, sugiro que coloquem pessoal que está no fundo de desemprego ... «pois... exponha o assunto à Câmara». A conversa ficou por ali .... não vá o funcionário chamar a segurança para me colocar na rua e eu acabava por envergonhar quem simpaticamente me convidou, por isso, resolvo sair... O funcionário até pode não ter culpa, mas numa coisa teve: em não transparecer vontade para resolver, vontade de gostar de resolver...
E anda uma pessoa a querer ser culta num país que... palavras para quê...
Chegámos a Guimarães e o parque foi a única opção para estacionar; os lugares ou estavam todos ocupados ou então pertenciam a magistrados... sim, os magistrados tinham um vasto número de lugares reservados para eles... como se costuma dizer «quem quer bom que o arranje».
Passo a passo chegámos ao Museu... bem... nem queríamos acreditar que estava fechado. Um cidadão, aqueles que estão sempre em todo o lado a apreciar o ambiente e sabem de tudo ou de nada... lá disse «ele deve estar aqui no café..., pois... o melhor é perguntarem ali no Turismo». Lá fomos. Parece que morreu uma pessoa chegada ao funcionário e ele foi para casa. Fomos ao Gabinete da Cultura da Câmara de Guimarães... mais uma vez a desculpa da morte «sabe como é são coisas que acontecem... não havia quem substituísse o funcionário, fecharam o Museu...». Ainda tentei dizer ao funcionário, com cara, no mínimo de aborrecido pela insistência, se não havia ninguém para abrir o Museu, justificando que tínhamos vindo de «longe» e de propósito... «não há, têm de voltar outro dia». Reparei que o funcionário começava a ficar com o rosto vermelho, mas segui em frente e lá o questionei sobre o encerramento do Museu ao Sábado e Domingo, todo o dia, «é... não há pessoal...». Ainda insisto e, delicadamente, sugiro que coloquem pessoal que está no fundo de desemprego ... «pois... exponha o assunto à Câmara». A conversa ficou por ali .... não vá o funcionário chamar a segurança para me colocar na rua e eu acabava por envergonhar quem simpaticamente me convidou, por isso, resolvo sair... O funcionário até pode não ter culpa, mas numa coisa teve: em não transparecer vontade para resolver, vontade de gostar de resolver...
E anda uma pessoa a querer ser culta num país que... palavras para quê...
Comentários
Pelo menos serviu para uma boa crónica, de momentos em espaços... "públicos", mas fechados.
Vou ficar cliente... Posso?
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