sexta-feira, 20 de julho de 2012

«O amor é a única solução. Mas ele só existe raramente e muito mais raramente entre duas pessoas. De uma maneira, geral, é consumido pelo poder, pelo dinheiro, pela concorrência e pela dispersão. Mas os que se dedicam ao amor constituem a aristocracia secreta da humanidade. Não se encontra e apenas se vê naqueles seres. Eles não são nem presidentes da República, nem cientistas, nem financeiros, fazem-se notar pela sua simplicidade e talvez seja esta a chave da santidade. São o sal da terra, dos quais fala o Evangelho. O amor seria a solução para todo o ser humano, mas ninguém quer. Enfim, fala-se muito, mas a cada instante da vida é necessário senti-lo e mostrá-lo do mais profundo do nosso coração, com uma fidelidade inabalável – infelizmente, é a grande excepção e isso constitui provavelmente a nossa maior tragédia» (Serres, Michel, 2009, 392)

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