sábado, 21 de julho de 2012

«Quando nos consagramos à astronomia, à bioquímica ou a uma disciplina da mesma ordem, ficamos sobretudo impressionados pela beleza. Não somente pela harmonia ou pela diversidade desconcertante do mundo, mas, concretamente, pelo milagre que se manifesta por exemplo já na associação de numerosas células no seio do organismo de um feto. Se, no fim de nove meses de gravidez, alinhássemos todos os fios de ADN desta criança, obteríamos um percurso um milhão de vezes maior do que ir e vir à Lua. O facto de uma mulher trazer ao mundo uma criatura concebida de uma maneira tão engenhosa não pára de me surpreender e entusiasmar. Podemos dizer que se o homem não compreende a beleza, o homem não compreende absolutamente nada. É ela e só ela que nos salva e nunca a poderemos dissociar da verdade». (Serres, Michel, 2009, 386)

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